Poeta de tiro curto, Giovani Baffo é pop. Poderosamente pop. E popular, o que "não é o mesmo, mas é igual". Pop porque congrega nos seus poemas os signos da cultura de massa brasileira, fala como um cidadão comum, com figuras conhecidas do cidadão comum. E introduz nos seus achados diários e trocadilhos, arroubos poéticos de grande teor de entorpecimento. Fala de novela e futebol, de carnaval, como quem os vive. E popular também, porque traz consigo uma tradição que não se data, a do pobre que na favela recebia doses diárias de universos fantástico, crenças, lendas, homens que mastigam vidro, homens que comem gato (...), lugares e narrativas que aumentam o mundo, que o fazem ser mais fiel às possibilidades mágicas de existir. - da apresentação de Heyk Pimenta, julho de 2010.
