Desde pequenos, descobrimos que os amigos são um bem precioso. Muitas crianças logo encontram seus pares. Outras têm mais dificuldades em se relacionar e se sentem sós, sem amigos. Artur era um desses. Todos os dias esperava na estação de trem que alguém viesse visitá-lo, mas nunca vinha ninguém. Até o dia em que ele resolveu procurar seus amigos em outras estações. As ilustrações, do próprio autor, enfatizam o texto, enchendo as páginas de amigos...
O trem da amizade -
Wolfgang Slawski
A busca por amigos
Há sempre quem tenha dificuldade de se relacionar, sentindo-se só, sem amigos. Artur era assim. Ele passa o dia inteiro na estação de trem, todos os dias, esperando que alguém venha visitá-lo. Só que nunca ninguém vem. É então que, de repente, ele decide pegar um trem E encontra muito mais do que imaginava nessa viagem. O personagem Artur é um velho homem que não está satisfeito com a solidão em que vive e resolve mudar de postura, indo atrás do que quer ao invés de continuar esperando eternamente pelo que nunca chega. Determinado em seu propósito, sua força de vontade ditará seu destino. A narrativa acalentadora dialoga muito com a importância da socialização no âmbito infantil e possibilita o impacto positivo sobre o poder da iniciativa ao fazer amigos, proporcionando encanto através da beleza da diversidade e das possibilidades que se descortinam quando se persiste num ideal. O próprio autor realça o texto com suas ricas ilustrações que preenchem as páginas de pluralidade. A capa evoca um vislumbre do que está por vir, com a satisfação dos passageiros transmitindo a ideia de acolhimento ao embarcar na aventura. Permeada pelo caminho que o trem percorre, a história segue seu rumo trazendo calor e movimento ao antes vazio e monótono universo de Artur. Ser motivado a partir em busca de quem o estivesse procurando em estações mundo afora diz muito sobre o constante interesse pela consolidação de laços. A recíproca daqueles que vai conhecendo mostra que se pode obter retorno e estreitar relações com as mais diversas pessoas, seja qual for o seu lugar de origem. Basta que ambos os lados estejam dispostos a se unir e conviver harmoniosamente, dividindo gostos em comum e se abrindo para estabelecer afeição mútua. Conforme mais aberto se fica a fazer amigos, mais se pode aceitar as diferenças e agregar novos afetos, escolhendo ter por perto gente que dá ânimo à vida. Tudo isso é propagado aos pequenos leitores. Artur não estava simplesmente aspirando um lugar físico no mundo, estava atrás de pertencimento e reciprocidade. E é justamente a isso que os trilhos podem levá-lo, algo tão simples e tão valioso como se identificar com outrem ao conversar espontânea e despretensiosamente. Afinal, o que importa não é até onde o trem pode ir, mas a experiência que se ganha ao se permitir fazer a jornada valer a pena, retornando com alegrias partilhadas de lá.
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