Antes de qualquer coisa, é preciso respirar e muito depois de uma leitura de uma história tão emocionante quanto essa. Eu já estou recomendando antes de contar minha opinião, veja só.
Sem amor, eu nada seria, é uma história emocionante, muito, muito, muito, carregada de emoção, claro, tristezas, felicidades, sim, têm suas partes boas, agonias e muitas reviravoltas por cada página lida. A história é longa, sinto muito, mas deixa de ser cansativa depois da primeira página, eu disse que era viciante.
Contada detalhadamente em 3ª pessoa, Sem amor, eu nada seria, faz com que o leitor se sinta a vontade para descobrir cada pedaço interessante do livro, não enrola nem delonga certo acontecimento, e sim planeja cada fato ao longo da leitura, intenso. Há poucos erros de digitação, nada que implica durante a leitura, visto que o autor Américo Simões disse que poderia haver erros, pois sua mão foi usada pelo espírito Clara, e conquanto que erros são meramente aceitáveis nesse caso, acho.
Eu não sou fã de livros espíritas, já digo, mas esse agora se tornou meu favorito do ano, e sim sou fã de livros que retratam a 2ª Guerra Mundial, porque tratam de histórias emocionantes e tocantes e eu gosto muito desse aspecto, por outra via acabei perdendo meu preconceito por livros dessa maestria, pois com o ensinamento que o livro passa é impossível você ter que julgar alguém ou coisa antes primeiro que seja você ou que tenha usado a coisa, um livro jamais deve ser julgado antes de ser lido, isso é fato.
A história se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler estava prestes a tomar seu plano à tona. A capa do livro em preto e branco é linda, o que releva partes da história, retrata a vida de dois jovens, Sarah Baeck, judia, e Viveck Shmelzer, alemão, o amor dos dois só conspirava para dar errado, na concepção alemão era proibido casamentos de judeus com alemães, ainda mais um soldado como Viveck, nem o pai dela todo rude com ele concedeu a mão dela, então imaginam os leitores o quão difícil foi à união de ambos, nada fácil... Ambos tiveram que passar coisas terríveis e angustiantes para sobreviver ao nazismo e a guerra, e também há várias outras histórias interligadas com a do casal, que faz do livro uma forma de prover ensinamentos e novos horizontes.
É impossível cansar-se durante a leitura desse livro, visto, que quando se acomete por ler, fica viciante, já dito anteriormente, por outra face se sentirá como um observador vendo tudo acontecer com os personagens tão diferentes um dos outros, é parecido como se vivesse o momento, como se estivesse ao lado deles, sentindo suas emoções afloradas.
O final vem com duas perguntas, que o autor nos deixa para nós mesmo respondermos, pois o autor não conclui totalmente a história, no qual fiquei tentado a esperar, e numa espera frustrante, me surpreendi por esse método, julgar alguém não é fácil, mas eu consegui formular minha opinião, mas se eu contar aqui a história perde toda a graça.
O valor que o livro passa, de tantos judeus, nazistas, homossexuais, deficientes físicos, negros, testemunhas de Jeová... São iguais, são irmãos, são criaturas de Deus, pois morrem do mesmo modo que o outro, e do mesmo jeito o sol brilha para todos igualmente quando se amanhece o dia. Sem amor não seríamos nada mesmo, pois o ódio, o racismo e o preconceito ferveriam na Terra, personagens como Dagmara e Ferdinando é prova de que o racismo e a religião fanática vêm em primeiro lugar quando se trata da forma abusaria de proteger seus egos. Com certeza Sem amor, eu nada seria mostra uma grande lição de vida a ensinar a qualquer pessoa. Recomendo muito!
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