O mito do desenvolvimento econômico foi escrito no início dos anos 70, quando pela primeira vez se teve uma ideia aproximada das consequências, no plano ecológico, da planetarização do sistema econômico. A permanecer no estilo atual de desenvolvimento, a pressão sobre a base de recursos não-renováveis será tão grande que, ou ocorrerá uma catástrofe ecológica ou se aprofundará o processo da exclusão social, privando as grandes maiorias, particularmente nos países de terceiro mundo, dos benefícios de um autêntico desenvolvimento. Esta seria, portanto, uma simples miragem. A relação de dependência das economias periféricas com os países centrais inviabiliza qualquer tipo de desenvolvimento para os primeiros, visto que essa relação aumenta as disparidades entre esses dois grupos e entre ricos e pobres dentro dos países subdesenvolvidos. É nesse sentido que o economista Celso Furtado o qualifica de mito.
O mito do desenvolvimento econômico -
Celso Furtado
Círculo do Livro
1974
122 páginas
4h 4m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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