Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores29
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Torre Negra -

    Frodo Oliveira

    Multifoco
    2009
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-17: 978-85-60620-38-8
    Português Brasileiro
    4.3
    5 avaliações
    Leram7Lendo0Querem19Relendo1Abandonos2Resenhas1
    Favoritos0Desejados19Avaliaram5

    Dramas pessoais sempre fizeram muito sucesso tanto na literatura quanto no cinema porque tocam aquilo que o homem tem de mais profundo: sua alma. Não há quem não se reconheça na dor de uma paixão não correspondida, na vaga sensação de estar sendo enganado ou na dificuldade de relacionamento com alguém que se ama. É isso o que transforma dramas pessoais em verdades universais, que podem ser compreendidas por pessoas de diferentes culturas, raças, credos e das mais variadas classes sociais. E quando esses dramas pessoais atingem a alma humana na sua mais antiga forma de loucura – a violência – as emoções vêm à tona de forma surpreendente: pai e filha que não se entendem em Cinzas; o marido que se sente traído em Triângulo; a paixão sobrenatural de um homem em Morrer de amor; revelações guardadas a sete chaves em Segredos; o amor sem futuro de O Viajante, tudo isso faz de A TORRE NEGRA um livro surpreendente, inesquecível e de fácil leitura.

    Resenhas (1)Ver mais
    Mario Carlos Carneiro Junior picture
    Mario Carlos Carneiro Junior24/11/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Frodo Oliveira (por favor, sem piadas com hobbits, ok? rs) nasceu em Recife, mas reside há mais de 20 anos no Rio de Janeiro. Comerciário, editor da Multifoco e acadêmico de Letras, Frodo já pubicou o livro Extrema Perfeição (Corifeu, 2007) e trabalhos nas antologias Noctâmbulos (2007) e Caminhos do Medo (2008), ambos da editora Andross, Solarim, pela Multifoco, além de ter participado da Antologia Poética ano 3, pela Scortecci Editora. Seu segundo livro solo, A Torre Negra (Multifoco, 2008), é uma coletânea de contos de terror. Mas não qualquer terror, e sim um mais específico: o terror psicológico, do dia a dia. Posso estar sendo simplista em definir o tema do livro dessa forma, pois muitos contos do talentoso autor são difíceis de encaixar em qualquer categoria. Alguns parecem pequenas crônicas sinistras, algo como um "Luiz Fernando Veríssimo do mal" (isso é um elogio! Rsrs), enquanto outras histórias resvalam no realismo fantástico, flertando com o absurdo e o impossível. Das 16 narrativas presentes na obra, podemos afirmar que apenas duas são realmente sobrenaturais, enquanto outras deixam na dúvida: o fantástico pode ter acontecido apenas na mente dos personagens, que projetam seus temores e desejos no mundo exterior. O monstro aqui é o monstro humano. Vou comentar alguns contos: Cinzas, uma tocante história sobre o difícil relacionamento entre um pai e sua obstinada filha, abre o livro. Se isso serve de crítica, acho que esse conto deveria ter sido deixado para depois, pois quem ler essa pequena obra prima ficará com altas espectativas pelo resto do livro. Não estou falando que o resto do livro é ruim (o livro é ótimo), acontece apenas que esse conto é o melhor de todos (ao menos para mim); e ler ele assim, logo de cara, pode fazer (por comparação) os outros contos parecerem menos bons do que são realmente! Pois então fica a dica, caso você compre o livro: deixe esse conto por último (acho que posso estar criando expectativa demais pra esse conto, então, na verdade, faça o que quiser, rs). Death Story e Diário Eletrônico de uma Paixão Platônica seguram bem o ritmo, abordando o amor e a paixão de uma forma que você nunca leria em um folhetim romântico. Já Maxwell parece ser apenas uma carta de amor do escritor para... bem, não posso falar, mas só digo que não sou muito fã do autor deixar suas preferências tão explícitas em seus contos. Sei lá, isso me distraii, acho que são poucos os escritores que conseguem abordar suas preferências (de músicas, livros, filmes, games, etc) nas histórias e ainda soarem com naturalidade (Stephen King é um dos poucos). Mas entendo o Frodo, é difícil não mencionar as coisas que são de nossa preferência (faço isso direto), mesmo assim, acho que é preciso ser mais sutil nesses pontos, coisa que ele intencionalmente não foi. Portanto, não tinha como eu gostar dessa história, já que vai contra minhas preferências. Coisa pessoal mesmo. Em Morrer de Amor, ficamos na dúvida já mencionada antes: aquilo está acontecendo ou não? A única certeza no final da leitura é que o conto é excelente. Pequeno Tesouro é outra "crônica sinistra", abordando o tema do racismo, da intolerância, da maldade inerente ao ser-humano... ou seria resultado do meio? Frodo não responde, mas lança a dúvida no ar. Muito legal também, outra das minhas favoritas. Pra Você Viver Mais, novamente, traz outra preferência do autor de forma escancarada. A história me pareceu excessivamente melodramática. Achei que aqui, houve excessivo esforço em fazer algo emocionante, coisa que a história Cinzas conseguiu fazer com naturalidade. Mas isso é opinião pessoal, e não duvido que muita gente vá achar esse conto o melhor do livro. Reminiscências vem logo depois, pra não deixar a peteca cair. É um daqueles contos ótimos, mas que simplesmente não dá pra dizer muita coisa sem entregar. Já Segredos apela pra uma narrativa fora de ordem para manter a curiosidade, e consegue. Só achei desnecessária a lista final, mostrando a verdadeira ordem dos mini-capítulos. Me pareceu um mágico explicando o truque depois de ter feito um número legal. A Torre Negra é a história mais longa, e onde a pesquisa histórica fica bem evidente. Mesmo assim, o autor consegue passar as informações sem didatismo, com naturalidade exemplar, um pano de fundo para uma história sobre dor, arrependimento, luxúria e entrega. Ao final da história, ficamos pensando se não teriamos a mesma reação do protagonista, naquela terrível situação. É um dos dois contos com temática claramente sobrenatural (o outro, não posso dizer qual é, rs). Em Um Pulo em Casa, onde o autor investe em um aspecto que pode até ser considerado clichê, mas ainda assim, é bastante eficiente. Por fim, O Viajante é uma história de viagem temporal, meio confusa e difícil de seguir, mas o final compensa as falhas... digo, compensou para mim, mas creio que vai ter gente que vai odiar o desfecho dessa história. Mas em um livro com uma variação tão grande de temáticas, seria mesmo muito difícil gostar de tudo, no entanto, pela qualidade da obra, é muito fácil gostar da grande maioria. Boa leitura. Para mais resenhas de livros de terror, acesse meu blog bibliotecamalassombrada.blogspot.com

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 5
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas60%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%