Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores49
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Forma e Exegese -

    Vinícius de Moraes

    Irmãos Pongetti
    1935
    40 páginas
    1h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.8
    15 avaliações
    Leram30Lendo0Querem19Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados19Avaliaram15

    Forma e exegese foi publicado em 1935 (Rio de Janeiro: Irmãos Pongetti), 173 p. A epígrafe do volume é de J. Rivière – "Je ne vois clair qu’au contact de la vie." e é dedicado a Jean-Arthur Rimbaud e Jacques Rivière. O livro é dividido em 5 partes: I – (De "O olhar para trás" a "Ausência" – poemas de 1 a 6) Epígrafe de León Bloy: "Souffrir passe, avoir souffert ne passe jamais." II – (De "O incriado" a "Agonia" – poemas de 7 a 12) Epígrafe de uma carta de Mário Vieira de Mello: "Deus existe, eu é que não existo.", e de Mallarmé: "– Le Ciel est mort. – Vers toi, j’accours! donne, ô matière.". III – (De "A legião dos Úrias" a "A música das almas" – poemas de 13 a 19) Epígrafe de Goethe: "Todo o efêmero não é senão símbolo.", e de Rimbaud: "… j’ai vu quelquefois ce que l’homme a cru voir.". IV – (De "O bergantim da aurora" a "A lenda da maldição" – poemas de 20 a 24) Epígrafe de Rimbaud: "Mais, vrai, j’ai trop pleuré. Les aubes sont navrantes / Toute lune est atroce et tout soleil amer.". V – (Composta pelas três partes do poema "Os malditos") Epígrafe de Rimbaud: "Assez! voici la punition: – En Marche!".

    Resenhas (2)Ver mais
    Rayssa ð picture
    Rayssa ð17/04/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Vinícius de Moraes 📖

    Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces Porque nada te poderei dar se não a magua de me veres eternamente exausto. No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz. Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada Que ficou sobre a minha carne como uma nódoa do passado. Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu porque eu fui o grande íntimo da noite Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos Mas eu te possuirei mais que ninguém porque poderei partir E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada. (Ausência) 📖

    27 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 15
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas13%
    Vinícius de Moraes profile picture

    Vinícius de Moraes

    Vinicius foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Nesse último campo, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.

    59 Livros
    667 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Vinícius de Moraes