Seja o escravo do idiota
O livro é muito enfadonho. O início é bom, mostra que é preciso definir qual seu tipo de chefe (deus, maquiavélico, paranóico, sádico, etc) para escolher suas atitudes, mas o autor se encaminha para ensinar que, para se manter ou para não entrar em atrito com o chefe, o subordinado deve, em resumo, ser o ESCRAVO do chefe. Seja o bonequinho de vodu do sádico; seja o amigão do camarada; alimente a neura do paranóico. Execute os projetos e deixe seu chefe levar todo o crédito. Melhor, comece a espalhar pela firma os louros do chefe – mesmo que na verdade eles sejam seus. Oi?! São úteis (e reais) as dicas sobre não bater de frente, reconhecer que às vezes não dá para consertar o chefe, mas o autor acaba deixando isso pra escanteio e devaneando sobre como se comportar em almoços, como bajular o chefe falando dos esportes que ele gosta, etc. Chega ao ponto de recomendar que, caso o chefe use meias de cores diferentes, o subordinado copie, quase que por "solidariedade" ao tosco do chefe!!! Enfim, acho que o livro era pra ser sério, mas o autor não deu conta, aí no meio do caminho tentou escrever com humor, mas não conseguiu chegar lá também (ou é mesmo o humor estadunidense que é podre de fraco). Duvido muito que se aplique a alguma realidade corporativa dos dias de hoje.
