Paulo Leminski foi uma das grandes surpresas da poesia brasileira. Pertenceu a uma geração de insatisfeitos e irreverentes e levou a insatisfação e a irreverência àquele ponto extremo para o qual só há uma saída: renovar ou se retirar. Renovou. Teve o dom mágico de mostrar ao país uma voz inconfundível, personalíssima, fluente e cheia de sonoridades misteriosas, como os rios. E como os rios, enriquecida por muitos afluentes: dos hai-kais de Bashô às experiências concretistas. O poeta nasceu e morreu em Curitiba. Foi seminarista e faixa preta de judô, professor, publicitário, apresentador de tevê. Gostava de polemizar. Era uma mistura de samurai e trovador. Homem de contrastes, como as suas origens étnicas: tinha sangue polonês e negro nas veias. Em sua poesia também convivem muitos contrastes e inquietações, ideais libertários e de contracultura, possivelmente de sua geração, o que explica a intensa receptividade popular de sua poesia.
Paulo Leminski -
Fred Góes, Álvaro Marins (orgs)
Global
2002
226 páginas
7h 32m
ISBN-10: 8526005251
Português Brasileiro
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