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    O Colosso Anarquista (Argonauta #253) - Argonauta - 253

    A. E. Van Vogt

    Livros do Brasil
    1977
    199 páginas
    6h 38m
    Português
    3.8
    3 avaliações
    Leram2Lendo0Querem9Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados9Avaliaram3

    "The Anarchistic Colossus" é a última obra de A.E. Van Vogt e é também uma das mais interessantes desse autor, tão estimado pelos amadores da ficção-científica no nosso país. Eis o que o próprio A.E. Van Vogt disse da sua novela: Nesta novela, eu parti do princípio de que a natureza básica do macho humano (em particular), tal como tem sido observado deste tempos antigos, não se vai alterar para melhor nos próximos tempos. Sendo assim, a minha pergunta não foi: que perfeição podemos antecipar para os seres humanos no futuro? - Foi: que espécie de tecnologia seria necesssária para manter um sistema de anarquismo entre todas as criaturas humanas que se comportam mal, à nossa volta? Nenhum governo. Nenhuma polícia. Ninguém a cuidar da loja. A operação teria de ser, toda ela, automática. Dirão que sem dúvida a ficção-científica, que tende demasiadas vezes a criar os seus próprios factos para apoiar a realidade das premissas de uma história, foi finalmente demasiado longe. Dirão que só a apresentação de uma tal questão, resulta ridícula. Os seres humanos são incorrigíveis na sua infinitamente perigosa loucura. Concordo. É exactamente o que eu disse. Mas como podeeremos criar uma sociedade anarquista apesar dessa loucura? Bem... Ao escrever isto, tenho perante mim a cópia de uma patente concedida há alguns anos a uma importante empresa construtora de aviões da costa ocidental dos EUA. Segundo ela, a técnica fotográfica kirliana é combinada com um sistema de relé. Então, ocorre o seguinte: a máquina fotográfica foca: a pessoa fotografada - um actor - finge estar possuído de cólera. A sua representação da emoção, real como é, altera o padrão kirliano. Isso acciona um relé. Do outro lado do edifício, noutro compartimento, um segundo relé liga (ou desliga) uma grande máquina. Dois pensamentos devem ser expressos à parte. Primeiro: acontece demasiadas vezes que os autores de ficção-científica do nosso tempo, ao predizerem o futuro, surjam com alguma coisa que tenha sido inventada dez anos antes. Teremos também aqui um pouco disso. Segundo: recentemente , li que um grupo de cientistas americanos provara que o efeito kirliano não podia ser conseguido sem o auxílio de humidade, e portanto não era o que se disse. Aepnas posso olhar para a minha cópia de patente já descrita - e abanar a cabeças perante o desmentido deles. A patente diz que uma máquina pode ser comandada por uma emoção humana, captada por uma máquina fotográfica ou uma câmara de televisão. Creio nisso, para os fins da história. Tenho o direito de deduzir que se uma emoção - a cólera - pode ser usada para um certo fim, então um espectro de outras emoções pode, por meio de microprocessadores - pequenos computadores determinar um grande número de acções coordenadas. Podemos portanto visualizar uma unidade completa com o seu microcomputador e os seus sensores kirlianos, mais um sistema de punição laser (que no fim constitui o próprio sistema de defesa da unidade). Imaginem isso, multiplicado por um ou mais milhares de milhões de unidades, todas auto-suficientes mas interligadas e, evidentemente, espalhadas pelo planeta. A minha história começa quando essa é a situação existente na Terra... ...Os invasores alienígenas olharam para essa sociedade ideal. E decidiram que o homem, anarquista como é, não poderia defender o seu planeta.

    Resenhas (1)Ver mais
    Adécio Chaves picture
    Adécio Chaves22/10/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma invasão diferente

    Em um futuro o mundo se tornou arnaquista graças a uma máquina que vigia todo mundo é evitá que pessoas usem a força sobre outras pessoas. Esse é um típico livro do Vá Vogt, com um premissa interessante, com muitas reviravoltas e as coisas escalando para níveis estratosféricos. No caso, uma raça alienígena deseja invadir nosso planeta e para tanto fazem um vínculo mental com protagonista cara saber se é possível invadir o planeta sem problemas. Justo o protagonista faz parte de uma organização que ver no anarquismo um porto fraco, pois o torna indefeso ataque e tenta organizar uma resistência. História tem muitas idas e vindas, tem hora as fica cansativa, mas quando engrena fica muito fluida. Não é uma das melhores obras do autor, mas é muito boa, tem um desfecho bastante anticlimatico, mas muito condizente com as premissas do autor.

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 3
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas33%
    • 1 estrelas0%
    Alfred Elton van Vogt  profile picture

    Alfred Elton van Vogt

    Foi um dos escritores de ficção científica mais famosos da década de 1940, que é considerada a Era Dourada deste tipo de livros. Começou a sua carreira de escritor com pequenos trabalhos publicados em revistas, mas decidiu mudar e escrever algo que lhe interessava, ficção científica. Em 1941 decidiu tornar-se num escritor a tempo inteiro e desistiu do seu trabalho no Departamento da Defesa canadiano. Durante alguns anos van Vogt escreveu um grande número de "short stories". Na década de 1950 muitos desses livros foram agrupados formando pequenas séries ou "fixups". Este termo foi inventado por van Vogt e começou a ser usado no vocabulário de ficção científica.

    43 Livros
    14 Seguidores
    Winnipeg, Canadá

    Alfred Elton van Vogt