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    Diálogos VII - Suspeitos e Apócrifos

    Platão

    Édipro
    2011
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788572837026
    Português Brasileiro
    4.5
    14 avaliações
    Leram37Lendo3Querem108Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos0Desejados108Avaliaram14

    Os diálogos "Suspeitos" e "Apócrifos", independentemente da questão de sua autenticidade ou de sua autoria,e ainda de seu valor filosófico e literário, incontestavelmente não saem da esfera das profundas indagações filosóficas de Platão, além de constituírem, evidentemente, obras valiosas na construção do que convencionamos chamar de Platonismo.

    Resenhas (1)Ver mais
    Gabriel dos Santos  picture
    Gabriel dos Santos 09/09/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O início do platonismo místico

    Platão possui alguns diálogos um pouco mais obscuros, os chamados apócrifos, que são de provável autoria de discípulos, diretos ou indiretos, que não tinham, de forma alguma, a intenção de prejudicar a obra de seu mestre, mas sim de acrescentar, aprofundar e mesmo resumir diálogos maiores e mais conhecidos. O apócrifo Minos, por exemplo, resume As Leis, enquanto o diálogo Da Justiça, resume A República, que gira em torno de descobrir o que é a justiça. Há também um outro texto chamado Definições, que é uma espécie de dicionário de termos platônicos, o que é muito interessante. Outros diálogos, como Teages, Da Virtude e Axíoco, no entanto, possuem uma característica pouco comum em Platão, o salto lógico em prol de uma certa narrativa mítica, um claro misticismo. Platão valorizava o mito e a “nobre mentira,” mas o que guiava o mito era a razão por de trás dele, não o contrário. Em Teages, Sócrates diz que o conhecimento verdadeiro só pode ser atingido através do Daimon; em Da Virtude, diz que a virtude não pode ser ensinada e nem é natural, mas que ela é uma graça divina, um dom do deus — algo que qualquer cristão concordaria; já em Axíoco, Sócrates conforta um homem a beira da morte, dizendo que os justos entram em um paraíso e os injustos são castigados no Hades — uma nova narrativa do mito de Er da República, mas desta vez com ainda mais características proto cristãs, já que ignora em absoluto a reencarnação. De fato é o que fica ainda mais evidente. Alguns desses apócrifos apontam para um certo platonismo decadente, empobrecido de racionalidade e preenchido pelo místico, o que não deixa dúvidas de que foi esse platonismo empobrecido que serviu de fonte para o cristianismo e o gnosticismo vindouro. Paulo, o apóstolo mais erudito e instruído, que conhecia muito bem a filosofia, tendo inclusive direito a cidadania romana, escreveu que “morrer era lucro,” (Filipenses 1:21), que é a exata conclusão que Axíoco chega após ser convencido por Sócrates que a vida carnal era má e perversa, e que a verdadeira vida era a vida a pós a morte, a vida eterna para onde iriam os justos. “Só posso agora desprezar a vida, já que devo partir para uma morada melhor.” — Axíoco 372a

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    4.5 / 14
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    Πλάτων, Plátōn; Plato

    Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência e da filosofia ocidental. Acredita-se que seu nome verdadeiro tenha sido Arístocles; Platão era um apelido que, provavelmente, fazia referência à sua característica física, tal como o porte atlético ou os ombros largos, ou ainda a sua ampla capacidade intelectual de tratar de diferentes temas, entre eles a ética, a política, a metafísica e a teoria do conhecimento.

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    597 Seguidores
    Atenas, Hélade

    Πλάτων, Plátōn; Plato