“ Nenhum cientista, nenhum teólogo foi capaz de provar se elas falavam ou não a verdade ... E muitos se converteram ao Espiritismo.” "Falando com os mortos" conta a história real de duas irmãs: Kate e Maggie Fox - que viviam na Nova York rural em 1848. As meninas, de onze e quatorze anos causaram grande tumulto ao revelar que se comunicavam com espíritos e passaram a reunir uma multidão de fiéis. Atacadas por muitos, elas chocam o país ao revelarem que “tudo não passou de uma brincadeira de criança”. Tempos depois elas voltam a reafirmar sua fé e crença no espiritualismo. O livro, além da história biográfica comovente, promove uma profunda reflexão sobre religião, fé e também sobre as circunstâncias do surgimento do moderno espiritualismo.
Falando Com Os Mortos - As Irmãs Americanas e o Surgimento do Espiritismo
Barbara Weisberg
Ao todo, a obra possui 5 grandes partes separadas por anos com vários subtópicos dentro de cada, além da ficha catalográfica, sumário, dedicatória, prefácio, epígrafe, introdução e depois o posfácio, sons misteriosos, agradecimentos, bibliografia escolhida e créditos. A primeira parte se passa entre 1789 a 1849, fala sobre A Terra e o mundo dos espíritos, discorre sobre a família Fox, tendo o pai John, a esposa Margaret e suas filhas Kate, Maggie e Leah e a mudança da família para uma comunidade rural chamada Hydesville em Nova York (EUA). Logo após se instalarem, as meninas ouvem batidas pela casa e, a partir de então, tudo começa a acontecer tanto de forma positiva quanto negativa. A primeira parte aborda também os antecendentes familiares e o início das investigações em torno do fato das meninas realmente serem sensíveis ou só estarem zoando, digamos assim. Indo para o segundo capítulo, se chega em 1849 a 1852 com o Progresso do Espiritualismo Moderno e por aqui é comentado sobre a descoberta da mediunidade e todas as questões duvidosas da época, além do surgimento do espiritualismo. Já a terceira parte se passa entre 1852 a 1857 e fala sobre o Querido e Adorável Espírito e, neste capítulo, é basicamente abordando a sexualidade das meninas e o desabrochar da vida adulta das mesmas. O quarto capítulo se passa entre 1857 a 1888 e é uma sequência do anterior, onde é mostrado com mais detalhes algumas situações, delicadíssimas, que as irmãs passaram. Entre elas, os vícios em álcool, a contínua desconfiança se eram sérias ou apenas estavam tirando onda e tudo isso misturado com a forte sensibilidade das meninas, tendo mediunidade ostensiva ou não. E a última parte, se passa entre 1888 até os dias atuais com A Vida no Além, onde é comentado sobre os momentos finais das meninas já mulheres encarnadas e as consequências sobre o Espiritualismo Moderno como era chamado na época. O livro em si deixa totalmente em aberto a questão das irmãs terem realmente mediunidade ou apenas ficaram zoando para ganhar dinheiro ou atenção. Apenas dá todas as informações daquela época para fazer o leitor pensar. Apesar disso, é impossível não se comover com toda a tortura física que passaram nos primeiros anos de batidas e mesas girantes e o quanto não tiveram suporte algum em nenhum aspecto, tanto que se perderam totalmente como seres humanos. Durante toda a narrativa, vai ocorrendo uma mescla entre a vida das meninas feat. família e os estudos feitos para conhecer melhor a Espiritualidade e todas as novas questões que vieram junto como mediunidade e fé. O texto é de fácil entendimento e a leitura é densa em alguns momentos, necessitando de pausas para reflexões. Não é uma obra leve, muito pelo contrário, mas possui um riquíssimo conteúdo histórico importantíssimo.
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