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    A trombeta de vime -

    Cesar Aira

    Iluminuras
    2002
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-10: 8573211431
    Português Brasileiro
    3.6
    14 avaliações
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    Este volume apresenta a prosa radical de César Aira, responsável por mudanças significativas na maneira de fazer literatura na Argentina, a partir dos anos 80. Nestes pequenos contos, Aira brinca com a tradição literária e põe em evidência os mecanismos que regem toda a escrita

    Resenhas (1)Ver mais
    Ronnie K. picture
    Ronnie K.22/03/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Definitivamente, eis um livro para poucos. Quem não os têm na própria cabeceira, aqueles livros de conteúdo e estilo exóticos, os quais parecem que voce é a única pessoa (além do autor claro) que leu e adorou? Se não tem, devias ter. Mas falando francamente nem sei se te recomendaria esse. Não é por ciúme, ou talvez seja. Tenho pra mim que eu descobri esse livro, é meu segredo mais bem guardado. Mas talvez não o recomende temendo ser apedrejado. Você pode odiar esse livro, sobretudo por não saber em que classificação encaixá-lo. Do que tratam essas nattarivas? São contos? Ensaios? Digressões? Delírios? Confissões? É tudo isso misturado e um pouco mais. Uma transgressora e ilimitada imaginação comandam essas linhas. Um humor tresloucado de cartuns também é salpicado aqui e ali. Eis a essência desse Cesar Aira. Um tipo excentrico, infantil, irônico. Com um permanente sorriso cínico no olhar. Perguntaram a ele numa entrevista qual foi o processo de criação dessas narrativas. Segundo ele, todas as tarde saia para tomar um café, imagine-se um daqueles aconchegantes e belos cafés de Buenos Aires, e se sentava para escrever livremente, qualquer coisa, por uma ou duas horas. Dessa total liberdade e falta de assunto ao mesmo tempo nasceram essas inesperadas narrativas. Só lendo mesmo para saber do que se trata. A seguir um trecho, o início do texto intitulado "As duas bonecas": “Evita tinha duas bonecas “Evita” em tamanho natural, que mandara fazer especialmente, idênticas a ela e entre si. Precisava delas por causa da quantidade de atos a que devia comparecer, em razão da importância de sua figura no ritual peronista. A idéia original era mandar fazer só uma, para que ela pudesse se duplicar e satisfazer mais gente com sua presença; mas depois pensou que com o mesmo esforço necessário para fazer uma podiam fazer duas, o que lhe daria mais margem de manobra. Na realidade, feita uma, também se poderiam fazer dez, ou vinte, ou mil; mas limitou-se a apenas duas porque com duas suas necessidades seriam cobertas, e achava um pouco chocante a idéia de ter uma legião de réplicas.” Agora é com vocês!

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