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    Xuxa - Megamarketing do Sexo, da Raça e da Modernidade

    Xuxa

    Sumaré
    1994
    265 páginas
    8h 50m
    ISBN-10: 1566391075
    Português Brasileiro
    4
    4 avaliações
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    Apesar de se tratar de uma observadora "outsider", externa à cultura brasileira, a autora traz reflexões interessantíssimas sobre a configuração da cultura midiática nacional, analisando, especificamente, a biografia da maior celebridade que a mídia verde-e-amarela já criou: "Xuxa", a eterna personagem de Maria da Graça Meneghel. Como se não bastante os "insights" a respeito da adoração da figura da Xuxa, no Brasil, e sua função de conservação ideológica das presentes relações entre os sexos e as raças, a leitura da obra se Simpson é divertidíssima - especialmente para aqueles que, como eu, viveram nas "espetaculares" (em toda a acepção da palavra) décadas de 1980 e 1990. Sua acidez, seu senso de sarcasmo e sua brilhante capacidade de descrição, tanto de fotografias de época quanto da estrutura de operação dos programas apresentados pela "Rainha dos Baixinhos", garantirão não apenas reflexões profundas sobre nossa realidade e o poder da mídia na manutenção da ordem simbólica vigente, mas também boas risadas e uma certa (e contraditória) sensação de nostalgia. Em alguns momentos, é certo, a autora parece "forçar" sua argumentação, permitindo, por parte do leitor, contestações sobre certas conclusões pontuais. Além disso, a obra causa um certo mal-estar ao transmitir a idéia de quer a figura de Xuxa nada foi além de uma grande construção simbólica: consciente e cuidadosamente forjada, nos seus mínimos detalhes, de modo a cumprir certas funções culturais de grande amplitude, Xuxa aparece como um ícone hiper-real, uma fantoche que serve a interesses ideológicos. Para Simpson, por exemplo, até mesmo a crítica constante sobre a problemática e paradoxal relação de Xuxa com os "baixinhos" - acusações de que ela seria ríspida com as crianças - seria fruto de uma estratégia dos "administradores" dessa figura simbólica, com fins de sexualizá-la (associando-a à figura de uma "moleca", uma "ninfeta" que, embora esteja no mesmo nível das crianças, é fortemente erotizada), afastando-a de qualquer identificação com uma "mãe protetora" assexuada e pueril.

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    Marcos Mateus Da Silva23/01/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Xuxa, de menina-mulher a rainha do Brasil

    Primeiro livro que leio em 2023, terminei hoje no dia 23 de Janeiro de 2023, que livro interessante. Nele a Amelia Simpson, uma professora de literatura brasileira na Universidade de Florida, USA.) Vai discorrer a respeito da trajetoria da Xuxa com foco nos anos 80 até o começo dos anos 90, com foco no sucesso do Xou da Xuxa e o "Xuxacentrismo" termo que ela argumenta que diz respeito a tudo que gira em torno dela no programa formando uma áurea de magnitude na apresentadora. Traz também atona o mito da democracias racial ( no " Brasil não tem racismo") ao evidenciar o namoro do Pelé com a Xuxa, argumenta a relação entre erotismo, especie de babá, mãe e entretenimento sexual, não muito educativo, cultural e extremamente consumidor que é direcionado as ações no programa (roupas, paquitas, músicas, capa dos discos, brincadeiras etc). Tudo gira em torno do agradar não só a criança, mas também o pai através do erotismo. O Libro também trata da tentativa de sequestro que a Xuxa sofreu em 1991 e toda a repercursao que teve e ameaça da imagem positiva dela após ela alegar que pretendia mudar para Buenos Aires devido a extrema violência no Brasil, chegando até a ter comentarios de politicos que diziam que ela deveria se por no lugar dela e ensinar cidadania e patriotismo para as novas gerações, na mesma época surgiram os boatos de que Xuxa fez pacto, que os discos eram músicas para adorar o Diabo e que a boneca da Xuxa era possuída, dando a entender que isso foi reflexo da imagem que começava a ficar prejudicada devido a esse desejo de ir embora o que faria todo o mito Xuxa, a imagem projetada de menina- mulher, submissa,feminina, mãe e princesinha fosse quebrada. Porém essa parte do pacto é brevimente citada, pois após isso o livro termina. Amélia desenvolveu o estudo com muito exito, eu como geração xspb adoro a Xuxa, mas não fecho os olhos quanto ao que foi abordado nesse livro, realmente é verdade muito do que está nesse livro, entretando muita das vezes nem a Xuxa tinha consciência do poder do marketing q desenvolveram pra ela, da repercussão negativa na vida das crianças e adolescentes, ela era um produto que foi criado, desenvolvido e comercializado por um grupo de profissionais do marketing e que deu muito certo durante um tempo !

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    Maria da Graça Xuxa Meneghel profile picture

    Maria da Graça Xuxa Meneghel

    Maria da Graça Xuxa Meneghel conhecida mundialmente como Xuxa, a rainha dos baixinhos, (Santa Rosa, 27 de março de 1963)é uma apresentadora de televisão, cantora, atriz, modelo e empresária brasileira.

    25 Livros
    6 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Maria da Graça Xuxa Meneghel