"Pensando bem, tanto na prática da ciência quando na da vida, os resultados do diálogo entre pensamento e ação, entre teoria e experiência, só se registram lentamente". As palavras de Pierre Vilar parecem se amoldar à perfeição ao que o leitor encontrará nas páginas que se seguem. Páginas dedicadas à vida, ideias e ação de István Jancsó, e que no lento registro de sua existência, se fizeram uma só. Registro de inquietações, descobertas, aprendizados e ensinamentos - muitos, muitos ensinamentos - mas, sobretudo, de encantamentos. Pois István Jancsó era, como Vilar, um intelectual militante, daquele tipo raro para o qual as boas ideias eram poderosa ferramenta de intervenção no mundo, que não se satisfazia com o mundo ao mesmo tempo em que com ele se encantava. Por isso sua história pessoal é, também, uma história desse mundo, dele e nosso. (Orelha do livro, por João Paulo G. Pimenta)