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    Revolution 9 - Renata Agondi

    Marcelo Teixeira

    Unisanta
    2004
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-3: 920
    Português Brasileiro
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    Recentemente Let it Be ganhou sua segunda edição (Let it be Naked). Uma produção diferente e bem mais ao gosto de John, Paul, George e Ringo do que a primeira, marcada pelo exagero nas orquestrações e firulas musicais totalmente dispensáveis. Agora, chegou a vez de Revolution 9 merecer um tratamento diferenciado. Mas não estamos falando da polêmica faixa do White Álbum (Album Branco) , criada a partir da irreverência de Lennon e Yoko. Nos referimos sim ao livro de Marcelo Teixeira, desenvolvido a partir da leitura dos diários de Renata Agondi, nadadora santista que perdeu a vida em uma frustrada tentativa de travessia do Canal da Mancha, em 23 de agosto de 1988. Obra de Marcelo Teixeira tem o lançamento de sua segunda edição marcada para o próximo dia 21 de setembro (terça-feira), às 19h30, no Auditório do Bloco E, da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), Rua Cesário Mota, 9, Boqueirão, em Santos (SP) De visual novo, que traz a assinatura do designer gráfico Renato de Lone, a produção, impressão de reprodução gráfica e finalização de Paulo Pechmann, bem como o oportuno acréscimo de textos e fotos, Revolution 9 ressurge revigorada, graças a composição de elementos tirados de múltiplas formas de linguagem. Esta segunda edição de Revolution 9 traz em suas páginas a sonoridade da obra do mais importante grupo musical de todos os tempos, os Beatles; a plasticidade empregada na versão cinematográfica do livro, o vídeo documentário Renata , e a forte carga emocional e literária extraída dos cadernos íntimos de Renata, que, da paixão pelos quatro rapazes do grupo inglês, ganharam a denominação de Revolution 9. Toda obra literária pressupõe uma estrutura, na qual estão contidos desde os seus aspectos morfológicos (formato, composição gráfica, diagramação e número de páginas) até os chamados estilísticos. Tudo isso, no entanto, não é o suficiente. Existe algo não palpável e imperceptível ao olhar humano, que a pode tornar especial e, até mesmo, imprescindível. Para que ela deixe de ser apenas mais uma entre tantas, há a necessidade de um elemento preponderante. Ela precisa de um algo mais, que poderíamos definir como alma. Uma obra literária carece deste aspecto imaterial para ir além do interesse e da atenção de quem a lê. Revolution 9 é tudo isso e mais um pouco. Traz a inspiração melódica de McCartney, a crítica aguda de Lennon, o aspecto místico de Harrison e o sempre bem-vindo otimismo de Starr. O livro contém uma mensagem mais que positiva de que a vida é sempre um ponto de partida, não importando de onde partamos. A morte deixa de ser uma negação para se transformar em um novo capítulo de nossa existência. Uma mudança de perspectiva capaz de nos mostrar a possibilidade de uma releitura da vida.

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