Almas Divididas é o terceiro e penúltimo livro da série Darke Academy, e, olha, que decepção! A história tinha tudo para ser boa, mas ficou só na promessa. O livro apresenta diversas pontas soltas, sem nenhuma explicação.
A Cassie, então, me irrita completamente. Seu comportamento arrogante e a necessidade constante de se afirmar como a mais inteligente do ambiente tornam sua presença cansativa. Apesar de ser nova na escola, Cassie parece acreditar que sabe mais que o próprio diretor. O ódio que sente por ele é inexplicável, uma vez que o personagem está sempre disposto a ajudar, mas ela insiste em desconsiderar seus conselhos, como se possuísse um conhecimento superior.
E o Ranjit? Ele é como um peito de frango sem tempero, sem nenhuma química com a Cassie. Sério, não rola! Eu ainda acho que se a interação dela fosse com o Richard, tudo faria muito mais sentido. A dinâmica entre eles é muito mais interessante. A autora deve achar que o Ranjit é o máximo, mas isso deve funcionar só na cabeça dela. É tipo se, em “Crepúsculo”, a Bella ficasse obcecada pelo Mike e não pelo Edward. Totalmente sem pé nem cabeça.
As cenas de ação aparecem só no final do livro, e quando você acha que vai ter uma reviravolta, a autora faz exatamente o contrário. O final me deixou irritada ao extremo, porque ela continua apertando na mesma tecla, igual fez durante o livro inteiro. Se tivesse sido diferente, eu até consideraria procurar uma tradução do quarto e último livro, que nem saiu no Brasil. Mas a verdade é que prefiro caçar um spoiler e confirmar o que já imagino, em vez de me arriscar a passar por outra decepção. “Almas Divididas” termina como começou: com promessas, mas sem entregar nada.