Segundo livro de Sérgio Schaefer que leio. Mantendo o nível regionalista, os contos presentes na obra são carregados de expressões e gírias sul-riograndenses. Uma obra interessante, mas que, assim como citei na resenha de O RIO DE HERÁCLITO, complicada de ler para alguém de fora do Rio Grande do Sul.
Como exemplo do vocabulário complicado, cito o seguinte trecho, presente na página 52:
Foi querer e o ruano bugalhas as vistas, a boca arregaça, a terra escarva. Mas, tchê! O cavalão de fato bugarragaçou as bolonas das vistonas, arregalalhou o focinho, escarvejou patejando o chão.
Temos muitos neologismos também. Palavras derivadas que certamente não constam em dicionários, principalmente verbos. Mas tudo isso não tira a qualidade da obra, pois, para criar palavras novas e deixá-las dentro do contexto, é necessário conhecimento da língua portuguesa.