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    Borges e a cabala - A busca do verbo

    Saúl Sosnowski

    Perspectiva
    1991
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-10: 8527304228
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    Os vínculos de Borges com a cultura e tradições judaicas ajudaram a criar muitos dos seus textos clássicos: El Aleph, El Golem, La Escritura de Dios e outros. Em Borges e a Cabala, Saul Sosnowski mergulha com conhecimento arguto nas complexas tradições da mística judaica, para aproximá-la dos temas e dos princípios de composição em Borges. Da mesma maneira que, para a Cabala, a criação do universo é um revelação derivada do artifício combinatório de letras e palavras dos textos sagrados da Bíblia, do Zohar, do Sefer Yetzirah, para Borges o texto representa uma seqüência infinita de possibilidades gramaticais combinatórias, ou seja, fórmulas verbais que aproximam o autor da função do demiurgo. Nas palavras do próprio Borges, Em cada um de nós existe uma partícula de divinidade. Evidentemente, este mundo não pode ser obra de um Deus todo-poderoso e justo; ele depende também de nós. É isso o que nos ensina a Cabala, longe de ser apenas uma curiosidade estudada por historiadores e gramáticos.

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    Saúl Sosnowski

    Reconhecido e premiado por seus trabalhos acadêmicos, Saúl Sosnowski (Buenos Aires, 1945) publicou livros sobre Cortázar, Borges e a Cabala (Perspectiva), escritores judeus-argentinos, fascismo e nazismo nas letras argentinas e ensaios reunidos em Cartografía de las letras hispanoamericanas: tejidos de la memoria (Prêmio “Ezequiel Martínez Estrada”, Casa de las Américas); editou ou coeditou 17 volumes e é autor, também, de quase uma centena de artigos. Professor de Literatura e Cultura Latino-Americana na Universidade de Maryland, College Park, durante uma década (1984-1994) dirigiu uma série de conferências internacionais sobre “La represión de la cultura y su reconstrucción en el Cono Sur” [“A repressão da cultura e sua reconstrução no Cone Sul”], que deram lugar a 5 volumes publicados em Buenos Aires, Montevidéu, São Paulo, Santiago e Assunção. Em 1995, lançou o projeto “Una cultura para la democracia en América Latina” [“Uma cultura para a democracia na América Latina”] que gerou seminários e publicações na Argentina e no Brasil. Professor visitante em vários países, recebeu distinções de diversas instituições acadêmicas. Suas publicações mais recentes incluem Rugido que toda palabra encubre (2017, poesia) e os romances Decir Berlín, decir Buenos Aires (2020) e O país que agora chamavam de seu (2021), editados em um volume como Estación del encuentro (2023). Em 1972, fundou e desde então dirige a prestigiosa revista de literatura, Hispamérica , que recentemente celebrou seus primeiros 50 anos de publicação ininterrupta.

    5 Livros
    0 Seguidor

    Saúl Sosnowski