Guerra, genocídio e sacrifícios humanos. Arqueólogos e historiadores revelam como foi destroçada a civilização que por 700 anos era uma das mais avançadas do mundo.
Aventuras na História Nº 43 (Março de 2007) - Apocalipse Maia
Editora Abril
Março de 2007
O mais legal dessa edição foram as reportagens sobre os Maias e sobre os famosos "Festivais da Canção" da década de 1960. - "O Raio X dos Maias", reportagem de capa, destaca a conquista pelos europeus. O texto informa que haviam vários povos em coexistência desarmônica na região e esse foi o fator principal para a derrota, com os europeus numa empreitada de cidade em cidade. Os Incas e Astecas foram apresentados como mais cultos, e os Maias como os mais organizados. Seja como for, o colapso dessas civilizações teve o impacto da desarmonia entre elas. Poderiam ter citado que os europeus estrategicamente aproveitaram-se dessa fraqueza, usando os inimigos dos povos enfrentados como seus aliados. - "A coroação da MPB" abordou os festivais de música entre 1966 e 1968, em que os programas musicais eram sucesso nas emissoras do contexto. A televisão dava espaço para o melhor da música popular brasileira, com o povo cheio de criticidade... O contrário do que acontece hoje... Outras reportagens: - "As águas do tempo": curiosa história sobre o banho que, segundo o texto, era hábito valorizado na Europa até a ascensão do Cristianismo (enquanto ideologia manipulada por interesses escusos, fora da mensagem original). Os banhos foram associados à devassidão pela maneira como eram realizados pelos romanos; o povo mergulhou em muita ignorância em saúde pública; explodiram epidemias como a peste negra; houve demonização da visão sobre os judeus (que não pegavam várias doenças por conta do hábito de lavar as mãos antes da refeições e banhos com mais frequência) e, com o avanço das ciências médicas, os banhos começaram a se incorporar novamente na cultura. Rapaz! Teve quem achasse que eram nocivos e resignavam-se com apenas um banho no ano. Eca! - "Freiras livres" é também bastante interessante. Em séculos passados as mulheres eram extremamente oprimidas, empurradas apenas para as atividades do lar e analfabetismo em vários saberes. O texto destaca a disposição de algumas em escolher ser freira, não por conta de vocação, mas pela vontade de se libertar do jugo masculino e ter acesso às ciências (como era vontade e as convenções sociais não permitiam). A reportagem destaca três freiras que foram intelectuais pioneiras na colonização das Américas e, destas, deixo em registro Leonor de Ovando, considerada a primeira poeta das Américas. Ah, nos conventos aconteciam também coisas escusas... Sacou, né!? Curioso o informe de que nos primeiros momentos da colonização brasileira os conventos eram proibidos, nada de freiras... É que haviam poucas mulheres e os interesses em relação a elas valorizavam povoamento. O primeiro convento brasileiro, segundo o texto, só foi permitido depois de século e meio de colonização. - Legal a entrevista com Maria Lenk, a maior nadadora brasileira. Ela relata coisas inusitadas (como o fato de ter sido excomungada por usar maiôs especializados para melhor desempenho na década de 1930) e sua maior frustração foi o cancelamento da Olimpíada de 1940, em que era considerada uma das melhores nadadoras, tendo desempenhos em algumas competições melhor que o tempo na modalidade masculina. Alguns de seus relatos... Finalizando, que parada engraçada a sátira de Fernando Gonsales, numa ironia entre Aleijadinho e Pinóquio. Sabe qual foi o paralelo? É o conta, mano! Fui...
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