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    A Loja de Antiguidades -

    Charles Dickens

    Portugália
    1989
    550 páginas
    18h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    33 avaliações
    Leram55Lendo12Querem201Relendo0Abandonos12Resenhas5
    Favoritos1Desejados201Avaliaram33

    Essa história altamente emotiva do pequeno Nell e de seu vovô coruja foi sucesso popular imediato em 1840-41. Jogados no cenário de uma Londres fria e brutal, a dupla abandonou seu lar para escapar das dívidas e acabaram percorrendo todo o interior como mendigos. Perseguidos incansavelmente por um agiota mau caráter, relacionando-se com pessoas irresponsávels, artistas fracassados e com uma devastadora pobreza, eles também encontram bondade, generosidade, amor e lealdade. A capacidade de Dickens em criar personagens extremamente diferentes e únicos fica evidente nesse conto que combina paixão com vilania.

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    Matheus27/07/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Loja de Antiguidades - Charles Dickens

    "A Loja de Antiguidades" é um romance de Charles Dickens, publicado inicialmente entre 1840 e 1841. A história acompanha a vida de Nell Trent, uma jovem órfã de 14 anos, e seu avô, que administra uma loja de antiguidades em Londres. O avô de Nell, apesar de bem-intencionado, é obcecado por garantir um futuro financeiramente seguro para a neta e acaba se viciando em jogos de azar. Essa dependência leva-os à ruína financeira e emocional. Nell Trent é retratada como uma menina de coração puro, cuja bondade e beleza encantam todos ao seu redor. Seu avô, embora amoroso, é ingênuo e vulnerável, e sua obsessão por jogos de azar leva ambos a uma espiral de desespero. O principal antagonista da história é Daniel Quilp, um anão cruel e sádico que empresta dinheiro ao avô de Nell e, posteriormente, o persegue implacavelmente. A narrativa explora temas como a inocência e a maldade, a pobreza e a exploração, e a resistência e a perseverança. A pureza de Nell contrasta fortemente com a maldade de Quilp, ilustrando como a bondade pode ser ameaçada pela crueldade e ganância. A obra também destaca a realidade dura da pobreza e como as pessoas vulneráveis são exploradas pelos mais poderosos. Dick Swiveller, um amigo de Nell, começa como um jovem despreocupado, mas ao longo da história, demonstra seu valor ao ajudar uma pequena serva conhecida como "a Pequena Marquesa". Essa dinâmica entre personagens traz uma camada de esperança e redenção à narrativa. "A Loja de Antiguidades" é um exemplo notável da habilidade de Dickens em criar personagens complexos e cativantes, enquanto tece críticas sociais significativas. A jornada de Nell e seu avô é trágica, mas também uma poderosa reflexão sobre a bondade humana e a luta contra adversidades. Dickens utiliza descrições vívidas para transportar o leitor ao cenário sombrio da Londres vitoriana, destacando tanto a beleza quanto a crueldade do mundo que retrata. A figura de Quilp é memorável por sua maldade pura, enquanto personagens como Dick Swiveller e a Pequena Marquesa trazem alívio e esperança. A obsessão do avô pelo jogo serve como uma metáfora para os perigos das decisões impulsivas e das esperanças infundadas. Em suma, "A Loja de Antiguidades" é um romance profundo e tocante que reflete as qualidades humanas em suas formas mais diversas. Através da história de Nell e seu avô, Dickens nos lembra da importância da compaixão, da resistência e da busca pela justiça em um mundo frequentemente injusto e cruel.

    4 curtidas

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    • 2 estrelas3%
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    Charles John Huffam Dickens profile picture

    Charles John Huffam Dickens

    Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas da era vitoriana e contribuiu para a introdução da crítica social na literatura de ficção inglesa. A fama dos seus romances e contos pode ser comprovada pelo fato de todos os seus livros continuarem a ser editados. Entre os seus maiores clássicos destacam-se "Oliver Twist", "A Christmas Carol" e "David Copperfield". Dickens era filho de John Dickens e de Elizabeth Barrow. Educado por sua mãe, tomou gosto pelos livros. Durante três anos freqüentou uma escola particular. Contudo o seu pai foi preso por dívidas e, ainda adolescente, Dickens teve que trabalhar em uma fábrica que produzia graxa para sapatos. Alguns anos depois, a situação financeira da família melhorou, graças a uma herança recebida pelo pai. Mas sua mãe não permitiu que ele saísse logo da fábrica, o que fez com que Dickens não a perdoasse por isso. As más condições de trabalho da classe operária tornar-se-iam um dos temas recorrentes da sua obra. Em 1827, Dickens começou a trabalhar em um cartório. Apaixonado pela filha de um banqueiro, Maria Beadnell, suportou a desaprovação do romance pelos pais da moça, que acabou se tornando indiferente a ele. Em 1832 conseguiu um emprego como repórter no jornal "Morning Chronicle". Passou a publicar crônicas humorísticas sob o pseudônimo de Boz, reunidas mais tarde como "Esboços feitos por Boz". Com isso Dickens ganhou espaço no jornal para apresentar os capítulos de "As Aventuras do Sr. Pickwick", que estabeleceu o seu nome como escritor. A 2 de Abril de 1836 Dickens se casou com Catherine Hogarth., com quem teve dez filhos. Dois anos depois começou a divulgar, em folhetins semanais, "Oliver Twist" onde, pela primeira vez, apontava os males sociais da era vitoriana. O romance era ilustrado por Cruikshank. Em 1838, Dickens escreveu "Vida e Aventura de Nicholas Nickleby", e, depois, "Loja de Antiguidades" (1840), "Barnaby Rudge" (1841) e "Martin Chuzzlewitt" (1843/44), escrito após uma viagem aos Estados Unidos. Em 1843, publicou o seu mais famoso livro de Natal, "A Christmas Carol", ao qual se seguiriam outros, como "The Chimes" (1844), que escreveu durante uma viagem a Gênova e "O Grilo da Lareira" (1845). Em 1849 publicou um de seus mais conhecidos romances, "David Copperfield", inspirado em grande parte, na sua própria vida. Aos poucos sua obra se tornou mais crítica em relação às instituições inglesas. Seguem esta linha os seus livros "Assim São Dombey e Filho" (1847), "A Casa Sombria" (1852) e "Tempos Difíceis". Dickens separou-se da sua mulher em 1858. A causa da separação teria sido a atriz Ellen Ternan, que acompanhou o escritor até ao final dos seus dias, apesar de a união nunca ter sido reconhecida oficialmente. Dickens escreveu ainda "História de Duas Cidades" (1859), "Grandes Esperanças" (1861) e "Nosso Amigo Comum" (1864). Nos últimos anos de sua vida iniciou o livro "O Mistério de Erwin Drood", mas morreu antes de concluí-lo.

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    Hampshire, Inglaterra

    Charles John Huffam Dickens