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    Amores & arte de amar -

    Ovídio

    Companhia das Letras
    2011
    568 páginas
    18h 56m
    ISBN-13: 9788563560162
    Português Brasileiro
    4
    55 avaliações
    Leram94Lendo19Querem295Relendo0Abandonos3Resenhas9
    Favoritos5Desejados295Avaliaram55

    Para o poeta latino Ovídio, o amor é uma técnica que, como toda técnica, pode ser ensinada e aprendida. Isso, porém, não é simples: “São variados os corações das mulheres; mil corações, tens de apanhá-los de mil maneiras”, ele diz. Essas “mil maneiras” são ensinadas em sua Arte de amar, uma espécie de manual do ofício da sedução, da infidelidade, do engano e da obtenção do máximo prazer sexual, elaborado a partir das experiências vividas pelo poeta e descritas em Amores. Autoproclamado mestre do amor, Ovídio versa sobre as regras da procura e da escolha da “vítima” (o espaço, a ocasião, as ações e o comportamento apropriados para a conquista), o código de beleza masculino, o desejo da mulher (que acredita ser mais ardente do que o do homem), o ciúme, o domínio da palavra escrita e falada, o poder do vinho como aliado na sedução, o fingimento, a lisonja, as promessas (principalmente as vazias), os homens que devem ser evitados, como presentear, a técnica da carícia e os caminhos do corpo feminino, seguidos da necessidade de concórdia, paciência e alternância entre insistir e ceder. Seus poemas quase didáticos renderam-lhe fama nos salões de um Império Romano então voltado aos prazeres sensoriais e, ainda hoje, têm notável atualidade. A edição da Penguin-Companhia das Letras tem tradução e introdução de Carlos Ascenso André, professor de línguas e literaturas clássicas da Faculdade de Letras de Coimbra, e apresentação e notas do inglês Peter Green, escritor, tradutor e jornalista literário. Rica em detalhes históricos e com todas as polêmicas que cercam a vida do autor, como a sua expulsão de Roma, os escritos perdidos e sua vida pessoal, a introdução de Peter Green, que demorou doze anos para ser escrita, é uma espécie de biografia do poeta, que ajuda o leitor a entender a atualidade destes poemas escritos há cerca de dois mil anos.

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    Letícia Galvão picture
    Letícia Galvão11/05/2025Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Uma análise didática do amor

    Eu adoro o Ovídio. Este livro em especial considero uma obra de arte. É interessante analisar o que se deve (ou não) ser feito durante os estágios do romance através do olhar da antiguidade e como mesmo hoje seus ensinamentos condizem com a realidade. Uma dica: note como o autor é sensível a percepção que as mulheres têm sobre os homens e como podem os influenciar. Se analisarmos bem, em uma época em que a mulher não tinha tantos direitos, a sua capacidade de conquistar era um critério importante para o seu sucesso dentro da sociedade.

    5 curtidas

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    Avaliações

    4 / 55
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas40%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas4%
    Publius Ovidius Naso profile picture

    Publius Ovidius Naso

    Publius Ovidius Naso, conhecido como Ovídio nos países de língua portuguesa (Sulmo, 20 de março de 43 a.C. — Tomis, 17 ou 18 d.C.) foi um poeta romano que é mais conhecido como o autor de Heroides, Amores, e Ars Amatoria , três grandes coleções de poesia erótica, Metamorfoses, um poema hexâmetro mitológico, Fastos, sobre o calendário romano, e Tristia e Epistulae ex Ponto, duas coletâneas de poemas escritos no exílio, no Mar Negro. Ovídio foi também o autor de várias peças menores, Remedia Amoris, Medicamina Faciei Femineae, e Íbis, um longo poema sobre maldição. Também é autor de uma tragédia perdida,Medeia. É considerado um mestre do dístico elegíaco e é tradicionalmente colocado ao lado de Virgílio e Horácio como um dos três poetas canônicos da literatura latina. O estudioso Quintili

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    Itália, Império Romano

    Publius Ovidius Naso