Banana ou caviar? Engenheiro ou feirante? Solteiro ou casado? Com ou sem filhos? Rio de Janeiro ou Paris? Novidades ou cotidiano? Quando viajamos, felicidade é chegar em casa e dormir em nossa cama. Quando os filhos crescem, sentimos saudades de quando eram crianças; quando crianças, sonhamos que eles cresçam. Quando estamos trabalhando, almejamos a aposentadoria; quando aposentados, desejamos intensamente voltar a trabalhar. Passamos a vida “em busca de’”. De quê? Morremos sem saber por quê. Enquanto estou viva, para dar motivos maiores à minha vida, escrevo este livro. O pretexto? Plantei a árvore, tive o filho. Na trilogia da tal felicidade, faltava ele. (95 Crônicas do cotidiano de Rosa Pena).

