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    Imperialismo Pagão -

    Julius Evola

    E-Book
    2010
    117 páginas
    3h 54m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    13 avaliações
    Leram33Lendo3Querem51Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos2Desejados51Avaliaram13
    Resenhas (1)Ver mais
    Pedro LDC Viegas picture
    Pedro LDC Viegas01/03/2022Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Qual é a sua escolha?

    Goste-se ou não da proposta nele contida, o livro contém uma ótima crítica à civilização moderna e faz entender que tanto o comunismo quanto o liberalismo são duas facetas do mesmo sistema composto por cegos guiando massas de cegos. Por  outro lado, o livro é um monumento de arrogância e blasfêmia que propõe o caminho aristocrático, suprarreligioso e iniciático para a formação de líderes para uma nova Europa. Convida o leitor europeu a "um retorno à espiritualidade solar, à concepção viva do mundo, ao ethos viril e pagão e ao ideal imperial, como heranças sagradas de nosso sangue nórdico-ário." A doutrina de Evola prescinde de Cristo pois nela os eleitos, que não fazem parte da "massa", mas de uma aristocracia viril, são super-homens à la Nietzche. Julius Evola levanta todos os vícios do Ocidente, sem deixar de abominar o socialismo soviético, para justificar um Império pan Europeu neopagão nos moldes dos antigos Impérios Germânico e Romano. A obra propõe o conhecimento do divino (gnose) em oposição ao ato de fé do cristianismo. Propõe a autossuficiência em oposição à submissão a Deus. Propõe a experiência em oposição aos dogmas. Propõe a virilidade do super-homem nietzcheano em lugar do amor de Cristo e da caridade. Não se pode afirmar que a obra tenha cunho fascista, uma vez que faz severa crítica contra o Estado, elemento vital do fascismo. Mas que certamente influenciou muita gente má, influenciou! Minha avaliação da obra foi apenas razoável em função de haver frequentes citações referentes às raças nórdico-arianas como as mais aptas a formarem uma eventual aristocracia. Outro ponto que me influenciou foi que, no sistema proposto, a religião permanece apenas como um sucedâneo para as massas que não terão acesso à realização aristocrática, suprarreligiosa e iniciática. Assim, a cereja do bolo é a afirmação de que a águia do Império deve pousar sobre a Cruz da Igreja. Enfim, Evola consegue ser ao mesmo tempo arrogante e blasfemo. O autor aponta muito bem os problemas do mundo à época em que escreveu o livro, mas sua proposta parece um tanto utópica, como se tudo fosse ser um paraíso na Terra. Pois o único paraíso existente somente pode ser alcançado por intermédio de Cristo, que Evola virilmente descarta. E você,  qual é a sua escolha?

    22 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 13
    • 5 estrelas77%
    • 4 estrelas0%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas0%
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    Giulio Cesare Andrea Evola

    O barão Julius Evola (pseudônimo de Giulio Cesare Andrea Evola, Roma, 19 de maio 1898 – Roma, 11 de junho de 1974) foi um filósofo, pintor, poeta e mago italiano. Próximo à escola de pensamento dita Tradicionalista ou da Filosofia Perene, escreveu sobre arte, filosofia, história, política, esoterismo e religião.

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    Giulio Cesare Andrea Evola