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    As Asas de um Anjo - Asas de um Anjo

    José de Alencar

    Globus Editora
    2010
    116 páginas
    3h 52m
    ISBN-13: 9788562808661
    Português Brasileiro
    3.6
    59 avaliações
    Leram97Lendo10Querem37Relendo0Abandonos3Resenhas6
    Favoritos1Desejados37Avaliaram59

    Carolina é uma bela jovem que apaixona-se pelo sedutor Ribeiro. Mesmo contrariada, ela acaba cedendo e foge com ele para gozar uma vida de luxos e prazeres. O golpe deixa sua mãe prostrada numa cama e transforma seu pai num alcoólatra. Carolina logo tem uma filha e começa a ver sua vida com grande desencanto. Sentindo-se presa, logo que vê uma oportunidade, abandona Ribeiro com a filha e vai viver com outro amante. Pouca a pouco, vai-se afundando no vício e deixa-se corromper por ele. Somente o amor de Luís poderá resgatá-la de uma completa perdição.

    Resenhas (6)Ver mais
    Sofia Souto Soares picture
    Sofia Souto Soares19/06/2020Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    ???

    Vou começar a resenha citando parte da peça, que julgo uma sacada bem incrível: "Como filósofo, posso condenar algumas aberrações da sociedade; como cidadão, curvo-me a elas e não discuto". As Asas de um Anjo é uma crítica à sociedade materialista. José de Alencar deixa claro seu ponto de vista sobre a felicidade. É moral, vem do amor; não é material, de prazeres efêmeros. É um tema atemporal e de discussão necessária, porém a execução do texto deixou muito a desejar... Agora, posso começar minhas críticas. Pois permanece um sentimento ao ler esta peça: revolta. Primeiramente, minha análise da estrutura da peça: 1- Não há descrição de cenário, o que faz falta para ambientação das discussões. As personagens, de qualquer classe social, aparecem em todo tipo de lugar, ao mesmo tempo. 2- A passagem de tempo não é clara. Acredito eu que sejam 6 anos desenvolvidos no texto. 3- A distribuição de falas é desarmônica. No início da peça, as falas são todas curtas. No fim, os discursos são todos intermináveis. Não acredito que o autor tenha pensado no público que talvez não se acostumasse com a nova dinâmica do texto. 4- Não soube distinguir as personagens Araújo e Menezes, tinha a mesma relevância para as discussões, mesmo posicionamentos, mesma quantidade de falas... Em segundo, sobre seu conteúdo: 1- Muitas das discussões são de cunho moral, sobre o que a sociedade pensa ou deixa de pensar sobre mulheres. Sobre rechaço. Se você tem o posicionamento que mulheres são livres para fazerem o que quiser (como eu), condenaria a sociedade e protegeria a liberdade da protagonista. Entretanto, a protagonista foge de TODAS as leis morais. É adúltera, vive só pela aparência, espolia a riqueza alheia, não é caridosa, maltrata seus pais doentes, abandona a filha, gargalha frente a miséria dos outros... O que pensar então, sobre a protagonista? 2- Mesmas reclamações, mesmas desculpas. A protagonista se queixa que não é feliz. Quando lhe dão alternativa para uma vida melhor, com amor e perdão, ela rejeita sem pensar duas vezes e parte para levar infelicidade a outrem. 3- Não há evolução das personagens. Mesmo mudanças drásticas na vida de todos (de riqueza/pobreza, de amor/desprezo, de divertimento/humilhação), eles não mudam seus modos de agir. Os bons são sempre bons, os egoístas sempre egoístas... Apesar de que, na realidade, tantos episódios de mágoa mudariam seus relacionamentos. 4- No fim, a protagonista é elevada à posição de santa, pelo simples motivo de chorar suas mágoas. Assim, ela recupera sua filha (isso me deixou com muita raiva, tiraram a menina do pai, que a ama, que criou sozinho, nunca a negou, só porque a mãe é mãe. Porque temos a crença de que o amor materno é maior que o paterno), os pais, alguns amigos, a vida digna, etc. Bem, minha revolta é por ser José de Alencar o autor. Sendo qualquer outro, eu pegaria menos pesado, mas poxa... decepção.

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 59
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas37%
    • 2 estrelas14%
    • 1 estrelas2%
    José Martiniano de Alencar profile picture

    José Martiniano de Alencar

    Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a

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    Ceará, Brasil

    José Martiniano de Alencar