Chingiz Torekulovich Aytmatov
O “lobo das estepes” russo Tchinguíz Aitmátov vem da zona rural do Quirguistão, de onde trouxe uma literatura com a imensidão das estepes onde um ser humano é apenas parte ínfima da natureza. Um de seus principais romances, “O dia dura mais de 100 anos” é uma expressão clara de sua visão e da importância do ritual e da memória. Ele próprio resumiu esta ideia: “De tempos antigos até hoje, o desejo de tirar do ser humano sua individualidade foi um dos propósitos das ambições imperiais e hegemônicas. Uma pessoa sem memória do passado, confrontada com a necessidade de definir seu lugar no mundo... uma pessoa privada da experiência histórica de sua nação e de outras pessoas se vê fora da perspectiva histórica e é capaz apenas de viver o presente”. Entre os anos 1980 e 1990, alguns de seus títulos saíram no Brasil, como "Djamiliá", "O navio branco" e "O cão malhado a beira-mar correndo".