(Extraído da orelha do livro) Poucas mulheres na História foram tão poderosas quanto Tz'u-hsi (1835-1908), conhecida também pelos seus títulos: Hsiao-ch'in e Hsien Huang-ho. Este livro conta a sua extraordinária ascensão, de obscura concubina de Hsien-feng a regente na menoridade do filho, o imperador Tsung-chih, e do sobrinho e filho adotivo, o imperador Kuang-hsü. Como Imperatriz Viúva, dominou a China com mão de ferro por quase meio século. Nos primeiros anos, dividindo o poder com o cunhado, o príncipe Kung, e com a primeira esposa de Hsien-feng, Tz'u-an, fez governo esclarecido, se bem que implacável, sufocando a rebelião Taiping, no sul e a rebelião Nien, ao norte. Abriu escolas, construiu arsenais e organizou o serviço diplomático. Em 1881, morreu T'zu-han (envenenada?) em 1884o príncipe Kung foi demitido. De há muito a imperatriz lhe sabotava as reformas. As verbas para o reequipamento da marinha foram desviadas por ela para a construção do Palácio de Verão, nas cercanias de Pequim, cujo incêndio por franceses e ingleses é um dos grandes momentos do romance. Recolhida a esse retiro, em 1889, Tz'u-hsi voltou ao poder em 1898, depois de alijar o imprerador. Nesta terceira regência, mais reacionária ainda que as precedentes, encorajou os fanáticos Boxes e permitiu o massacre dos estrangeiros (1900). Derrotada por uma coalizão das grandes potências, assinou uma paz humilhante mas governou até a morte, tomando até umas poucas medidas liberaris. Ao sentir que o fim se aproximava, mandou que assassinassem o imperador. Neste livro, que é, ao mesmo tempo, um romance de costumes e um romance de aventuras, desses que cumpre ler de um fôlego, Tz'u-hsi é apenas a concubina Yi, com sua ambição desmedida e seu sonho de glória.