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    O Bom Inverno -

    João Tordo

    Dom Quixote
    2010
    290 páginas
    9h 40m
    ISBN-13: 9789722041379
    Português
    4.3
    12 avaliações
    Leram21Lendo0Querem15Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados15Avaliaram12

    Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planejando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.

    Resenhas (1)Ver mais
    Nanci picture
    Nanci13/10/2013Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um thriller

    [resenha escrita em 24/6/2012] Acabo de ler "O Bom Inverno", do premiado escritor português João Tordo, no momento em que a Editora Língua Geral lança este romance no Brasil. Segundo a crítica especializada*, o autor "esmiúça a conflituosa condição da escrita literária", por meio de seu personagem-narrador: um escritor fracassado e hipocondríaco que se isola em casa, e planeja escrever sua "obra magistral". Depois, a contragosto, é levado à Budapeste e de lá para a Itália. O mérito do livro se concentra no fôlego do João Tordo para nos envolver na trama pontuada de ironia, "dentro de um embate entre verdade e realidade, tencionando as fronteiras que separam a ficção da vida." Os personagens se encontram no meio d'O Bom inverno, em pleno verão em terras de Sabaudia, na Itália, onde um crime brutal acontece. Na tentativa de descobrir o assassino, Bosco - personagem metáfora dupla do "leitor", que clama por uma verdade que a realidade talvez não ofereça - transforma os demais em seus reféns. Assim, o tempo corre, desvendando culpas, mentiras, cumplicidades... Boa leitura para as férias de julho, bom inverno no Brasil?! [* Ref. Manoela Sawitzki, para o Estado de S. Paulo, caderno Sabático, de 23/6/2012.]

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    4.3 / 12
    • 5 estrelas42%
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    João Tordo profile picture

    João Tordo

    Nasceu em Lisboa a 28 de Agosto de 1975, filho do cantor Fernando Tordo e de Isabel Branco, ligada ao cinema e mais tarde à moda. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e Nova Iorque. Trabalha como guionista, depois de ter passado pelo jornalismo, tendo publicado, entre outros, n' O Independente, Sábado, Jornal de Letras, ELLE e a revista Egoísta. Escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo (2008). Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001. Publicou quatro romances, "O Livro dos Homens Sem Luz" (2004), "Hotel Memória" (2007), "As Três Vidas" (2009) e "O Bom Inverno" (2010). Venceu o Prémio José Saramago 2009 com o romance "As Três Vidas". João Tordo é influenciado pela escrita de autores como Edgar Allan Poe, Herman Melville ou Dostoievski, e pela literatura policial e de mistério, construindo narrativas dentro de narrativas (narraception) e absorvendo o leitor através da imersão emocional nas suas histórias.

    23 Livros
    20 Seguidores

    João Tordo