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    Pôrto Calendário -

    Osório Alves de Castro

    Editora Paulo de Azevedo Ltda
    1961
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    9 avaliações
    Leram13Lendo3Querem77Relendo0Abandonos1Resenhas0
    Favoritos1Desejados77Avaliaram9

    "Escrito antes de Guimarães Rosa, mas somente agora revelado, este legítimo romance de um autêntico barranqueiro da zona, é obra que vai dar muito o que falar, principalmente pela linguagem dialetal em que foi escrita, de cunho saboroso e arcaico, espalhando todo o espírito da região". "Captando e registrando o mistério do rio São Francisco, nos seus três séculos de isolamento, através das reservas de uma poderosa linguagem - patrimônio coletivo-, perfeitamente dominada pelo romancista, temos em 'Pôrto Calendário' a verdadeira rapsódia bárbara e sertaneja da região, cuja revelação ampliará, sensivelmente, os quadros da nossa novelística de apego e apelo da terra". Com bela Capa de Edgar Koetz. Com esse romance o autor ganha o Prêmio Jabuti de 1962.

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    4.3 / 9
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    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas0%
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    Osório Alves de Castro profile picture

    Osório Alves de Castro

    Osório  Alves  de  Castro  nasceu  em  1901,  em  Santa  Maria  da  Vitória,  cidade localizada  à  margem  esquerda  do  Rio  Corrente, afluente  da  margem  esquerda do Rio São Francisco. Na qualidade de assessor da intendência, nega­se a assinar decretos de  um  coronel  golpista,  atitude  que  o  obriga  a  fugir  da  cidade,  com  destino  ao  Rio  de  Janeiro,  onde  incorpora­se  à  Marinha.  Deserta  e  passa  a  viver  uma  vida  clandestina.  Torna-se amigo de alguns anarquistas ligados ao professor Oiticica. Aprende a profissão  de  alfaiate.  Com  a  prisão  desse  líder,  muda­se  para  São  Paulo,  estabelecendo­se  definitivamente na cidade de Marília, no interior do estado. Funda a Alfaiataria Rex que  aos poucos se transforma em um ponto de encontro da intelectualidade local. Costurava  roupas durante o dia e à noite tecia suas narrativas. A militância no Partido Comunista  lhe  rende  perseguições  e  encarceramentos.  Em  tais  ocasiões  tinha  seus  escritos  confiscados  e  não  devolvidos.  O  romance  Porto  Calendário,  redigido  entre  1942  e  1945, foi publicado somente em 1961 e lhe mereceu o Prêmio Jabuti no ano seguinte.  Constata-se que aquele texto teve de ser reescrito várias vezes. O autor morre em 1978, às  vésperas  da  edição  de  Maria  fecha  a  porta  prau  boi  não  te  pegar ,  seu  segundo  romance,  ficar  pronta.  Em  1990,  um  grupo  de  intelectuais  baianos  consegue  a  publicação  de  Bahiano  Tietê.  Consta  de  seus  inéditos  um  outro  romance,  Nhonô  Pedreira, cujos originais, se acham repletos de correções, cortes, imagens  imprecisas.  Em  outras  palavras,  é  um  texto  que  exige  um  cuidadoso  trabalho  de  decifração  e  complementação antes de ser editado. DISPONÍVEL: Valverde, Luiz Antonio de Carvalho  O  ser e  o  além  do  ser  nas  narrativas  de  Osório Alves de Castro / Luiz Antonio de Carvalho Valverde. – Recife: O Autor, 2008. 514 folhas. 

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    Bahia, Brasil

    Osório Alves de Castro