Maria era uma menina encantada. Bruxa ou fada, ninguém sabia dizer o que ela era. Quando ficava furiosa, trovejava e jogava raio para tudo que era lado; se recebia carinho, reluzia, de tão brilhante que ficava. À noite, Maria sumia — para onde ia ninguém sabia; mas, de dia, lá estava ela de novo, sozinha, sozinha, na pequena casinha. O tempo assim passava quando, um dia, em um passe de mágica — ou em um toque de fada? —, a vida da menina para sempre mudaria.
