Assim Falava Zaratustra - Um Livro Para Todos e Para Ninguém

    Friedrich Nietzsche

    Escala
    2006
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-10: 8575563335
    Português Brasileiro

    Assim falava Zaratustra, assim falou e ainda fala Zaratustra! Do alto da montanha, da caverna em que mora com seus animais, Zaratustra perscruta o horizonte, o infinito, o grande mar, o além e paira, junto com sua águia e com sua serpente envolta no pescoço da águia, seus olhares sobre o mundo, sobre os pântanos em que se debate a humanidade sem rumo. Para o topo de sua montanha chegam visitantes desiludidos em busca de solidão, de paz, de sentido da vida. Entre eles, um ilusionista, um mendigo por opção, um viajante, o mais feio dos homens, dois reis, o papa destronado. E o burrico, o asno que carregara para o alto da montanha alguns pertences dos reis, torna-se o novo líder desses homens sem rumo e passa a ser adorado como um deus! Recompostos, os visitantes tentam conviver em harmonia, aprendem a sorrir, a rir, a dançar, a sentir suas próprias almas. Terão coragem de vencer-se a si mesmos, suas angústias, sua mesquinhez, de se superar, de se transformar em homens superiores, de atingir o ápice, o estado de super-homem?

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    Gley Riviery Lacerda Moraes Medeiros30/11/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Filosofia no sentido mais estrito da palavra

    Já li várias vezes, em diversas idades, e cada oportunidade me levou a reflexões completamente diferentes, principalmente sobre a vida em comunidade, o progresso humano e a tentativa eterna de sobrepujar o antecessor e avançar um passo na evolução. O personagem título representa um tipo de ser humano pouco comum, aquele que está a uma etapa do Übermensch (ou sobre-homem), que acaba de retornar de um período de auto-exílio e planeja transmitir à sociedade da época os seus ensinamentos. Uma das coisas mais importantes que aprendi, e transponho para toda minha experiência de vida, é a constante necessidade de raciocinar sobre tudo, não deixando o cérebro se acomodar em idéias pré-concebidas; tentar sempre se reinventar e rever os supostos erros do passado.

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