O que falar desse livro que acabei de ler e já considero pacas? Se fosse descrevê-lo em uma palavra seria Nirvana. Alcancei um nível de visão que não tinha. Ele fala daqueles machismos que a sociedade aceita como natural, aquilo que não costumamos estudar e por isso ele torna-se invisível. Tive algumas discordâncias com a autora, mas eu não seria eu se não discordasse ou questionasse algo. Dificilmente encontro um livro que me faça concordar 100% com ele. Mas como a própria autora diz na introdução qualquer ensaio sobre o machismo escrito por uma mulher é uma autobiografia pois quando a maioria das mulheres fala de machismo fala de si mesma. Abordando assuntos do dia a dia desde o machismo na comunicação, nas emoções, no lar, no sexo, no amor, na amizade, na alimentação, na homofobia, na auto-imagem, no dinheiro até seus custos para sociedade desenvolvida e neoliberal e os machismos sofridos pelo homem, demonstrando que qualquer sociedade evoluída política e economicamente busca a equidade entre os gêneros. Os únicos momentos que não me identifiquei foram os que retratavam situações de casamento e maternidade porque nunca experimentei nenhuma delas. Entretanto já vi essas situações em outras mulheres. Fora isso, vi minha vida. Acho que qualquer mulher que o leia, também verá sua vida. Chorei. Acho que nunca tinha chorado antes em um livro de não ficção. Ele me permitiu ver ações que eu nem sabia que eram derivadas da sociedade patriarcal e explicações de algumas que eu sabia mas não entendia o porquê ou sua origem. Ele é bem completo. Escrito por uma psicóloga mexicana, traz inúmeros exemplos que ela viu entre seus pacientes e que são comuns na sociedade mexicana, mas que facilmente encaixam-se na brasileira ou em qualquer outra. Entrou para lista de livros que mudaram minha vida. Recomendo para todos os seres humanos do planeta Terra, inclusive se houver vida inteligente sexuada fora do sistema solar e que mantenha uma sociedade patriarcal, recomendo também.