O livro de bolsa do xamã
Independente do barro bíblico, não há como se negar que aquele nosso tataravô unicelular, elaborado lá atrás, lá mesmo, há milênios, pegou emprestado da terra os componentes que numa fusão improvável lhe deram a vida. E se é desta mesma terra que vêm as pedras, passa longe do esoterismo imaginar que elas, em contato com esse corpo agora pluricelular, cheio de sutilezas, atalhos e descaminhos, têm a função de equilibrá-lo, posto que, ao contrário dele, não perderam sua quietude. Antônio Duncan não nos diz isto neste livro porque é um manual para quem, mesmo não usando esta lógica, já a compreendeu. Mas se você quiser aprender a curar, curar-se e descobrir como cada uma das pedras do caminho, em vez de servirem para tropeçar, podem ajudá-lo a manter-se erguido, não deixe de ler esta obra que só poderia ter sido escrita por um grande mestre.

