Este livro nos mostra que o mais importante e o único obstáculo insuperável é a atravancada mentalidade de quem está habituado a depender de coisas materias, ao invés de simplesmente reconhecer e fazer uso da generosidade da natureza.
Este livro nos mostra que o mais importante e o único obstáculo insuperável é a atravancada mentalidade de quem está habituado a depender de coisas materias, ao invés de simplesmente reconhecer e fazer uso da generosidade da natureza.

Joan Lowell foi uma atriz do cinema mudo estadunidense, tendo atuado essencialmente nas décadas de 1920 e de 1930. Antes de relatar sua temporada em terras brasileiras, a artista já havia causado um frenesi com seu livro anterior, Cradle of the Deep [Berço das profundezas, em tradução livre], lançado em 1929, no qual contava sobre o tempo de sua vida em que passou a bordo de um navio. Não demorou muito para que suas supostas aventuras marítimas fossem desmascaradas, levantando dúvidas sobre sua credibilidade. Essa controvérsia preparou o cenário para os eventos ainda mais surpreendentes e duvidosos de Terra prometida. Veio para o Brasil em 1935, pouco tempo depois da fundação de Goiânia, no contexto da “Marcha para o Oeste”, uma iniciativa do governo Vargas que visava ocupar e dominar terras supostamente vazias. Instalou-se em Anápolis, uma das cidades mais importantes da região da na época, e lá viveu, supostamente, as aventuras pitorescas que narra em seu livro. A obra, que quase virou filme, encantou e atraiu para o Brasil diversos artistas e Lowell tornou-se uma espécie de corretora de imóveis, intermediando a compra de fazendas. Na prática, porém, essas vendas eram fictícias e “dona Joana”, como era chamada pelos brasileiros, logo foi presa por fraude. Depois de ser libertada, mudou-se para Brasília, onde faleceu em 1967.