Conheci a obra de Mário Faustino através de uma lista de livros para o vestibular. Infelizmente, em terras tupiniquins, a produção literária raramente é divulgada fora de alguns redutos e normalmente é de difícil acesso e as famosas "listas" acabam sendo uma fonte de referências. Máurio Faustino foi descrito por muitos como o poeta-que-pensa e esse é um título válido. Seus poemas são trabalhados ao ponto do requinte e a ideia, a imagem, ocupam o lugar da musa nessa obra que demonstra o amor do autor pela palavra. Sua labuta não se resume a métrica ou ao vanguardismo (embora haja em abundância), é possível ler em cada linha a fascinação do autor pela língua e pelos temas - todos relacionáveis que compõem essa obra póstuma. Recomendo apenas àqueles que apreciam os poemas por si só.

