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    Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão - Em 38 estratagemas (Dialética Erística)

    Arthur Schopenhauer, Olavo de Carvalho

    Topbooks
    2003
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-13: 9780000043665
    Português Brasileiro
    4
    739 avaliações
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    Ensaio do filósofo alemão Schopenhauer (1788-1860) que trata da erística, prefaciado e anotado por Olavo de Carvalho, autor de, entre outros, O imbecil coletivo e Aristóteles em nova perspectiva. O autor desvenda, em 38 'estratagemas', os processos de argumentação que podem levar um debatedor a conquistar a premissa do título: vencer a discussão mesmo que a razão esteja com o outro. Livro perturbador e sempre atual, é indicado não só para estudantes de direito, filosofia e sociologia como também, sobretudo, para os interessados nas questões culturais e políticas que movem a humanidade em todos os tempos.

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    Lucas Bittencourt picture
    Lucas Bittencourt28/05/2009Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Para que serve esse livro?

    É importante ter em mente que o principal objetivo de Schopenhauer com esse livro não era ensinar as pessoas a obterem a vitória nos debates, sem que seus discursos possuíssem conteúdo. O que ele faz aqui, e com muita perspicácia, é dissecar as formas de discurso comumente utilizadas, as quais, para os debatedores que buscam alcançar alguma verdade, chegam a ser enlouquecedoras. Não há qualquer necessidade de sermos filósofos ou de termos lido autoridades da filosofia para entendermos o que ele nos ensina. Não precisamos conhecer conceitos ou dominar categorias para entendermos o livro. Ele tanto serve a grandes oradores, debatedores, quanto para quem simplesmente senta numa mesa de bar para botar o papo em dia e conversar sobre o mundo. A filosofia também serve para isso. Muitas pessoas, mesmo sem querer, fazem uso de meios desonestos para convencer os outros e, penso que hoje em dia principalmente, é importantíssimo desnudarmos os embustadores.

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    • 5 estrelas35%
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    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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    Arthur Schopenhauer