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    La marca de la bestia - Clásicos del Terror

    Rudyard Kipling

    Planeta
    2010
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9789504923404
    Espanhol
    4.5
    2 avaliações
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    El mito del hombre lobo no produjo una novela clásica de referencia universal; sin embargo, "La Marca de La Bestia", de Rudyard Kipling, es un relato extraordinario y memorable. Fue publicado en 1890 y tiene detalles de maestria narrativa y un gusto casi perverso por lo macabro. Qué sucede en el relato? En primer lugar, transcurre bien lejos de los escenarios habituales para un hombre lobo: la India. Allí, un recién llegado a la colonia, Fleete, se embriaga espantosamente en la fiesta de Año Nuevo. En su camino de vuelta a casa, entra en el templo de Hanuman, el Dios Mono, y le falta el respeto como sólo un británico podía hacerlo entonces, con todo el desprecio destinado a los "súbditos": apaga su cigarrillo en una estatua del dios. Antes que sus dos compañeros, mejores conocedores de la India y sus dioses, lo saquen a la rastra, Fleete es alcanzado por uno de los sacerdotes del dios. El sacerdote tiene lepra, y la enfermedad le ha borroneado los rasgos del rostro. Pero tiene boca. Y dientes. Y los usa para morder a Fleete en el pecho. Y así castigarlo...

    Resenhas (1)Ver mais
    Luciana Darce picture
    Luciana Darce10/10/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Your Gods and my Gods - do you or I know which are the stronger?

    Quando ouvi falar nessa história pela primeira vez, foi como um livro-marco na ficção fantástica – e ele caiu dentro da minha pesquisa acerca dos mestres da fantasia antes de Tolkien. Só me dei conta de que The Mark of the Beast não se tratava de um romance, mas sim um conto, quando fui procurá-lo no Project Gutenberg – afinal de contas, Kipling já caiu no domínio público. Não tem problema. Embora seja um conto curtinho, The Mark of the Beast se presta perfeitamente a uma interpretação rica e bastante característica de Kipling. Já tendo lido outros contos do autor, deu para ter uma idéia da forma geral como ele se expressa. A história acompanha a trajetória de três ingleses na Índia, numa virada de ano inesquecível – e não pelos melhores motivos. Após uma bebedeira homérica, Fleete acaba por invadir o templo do deus macaco Hanuman, desrespeitando a imagem da divindade antes que seus companheiros – o narrador (o texto é em primeira pessoa) e Strickland – possam impedi-lo. No meio da confusão que se segue, surge por detrás da estátua um homem – um leproso, com o rosto já carcomido pela doença, inumano inclusive pelo fato de ser incapaz de falar além de miados e uivados animalescos. O leproso acerta Fleete no peito – e depois disso tudo se acalma e, ainda desconfiados, seus companheiros o levam para casa para então acompanhar, gradativamente, a transformação do amigo numa besta. Chamado o médico, este acredita que nada há a fazer além de esperar a morte do cavalheiro sob o epíteto de ter contraído raiva. Na narrativa concisa, quase seca com que Kipling nos apresenta o conto, você tem o espaço para criar seu próprio pesadelo; para imaginar sua própria transformação bestial por trás dos olhos que brilham com uma luz que não pertence a eles. É importante lembrar que à época que essa história foi publicada a Índia era colônia da Inglaterra – e sua jóia da coroa. Ao mesmo tempo em que enchia os cofres da metrópole, servia como uma inesgotável fonte de curiosidades e mistérios, um lugar onde tudo podia acontecer. Já li outras obras escritas ou protagonizadas por ingleses perdidos no território indiano e a maior parte deles faz do lugar um país de sonho, de encanto sobrenatural – a Índia é exótica e esse exotismo não é apenas constantemente explorado, mas quase sempre serve de contraponto às ditas eficiência e fleuma britânicas. É curioso porque num nível mais profundo de interpretação, podemos ver The Mark of the Beast como uma metáfora da própria relação de colonizador e colonizado – o desrespeito de Fleete aos costumes religiosos do lugar em que se encontra; a incapacidade de se comunicarem os cavalheiros e os religiosos do templo de Hanuman... e, acima de tudo, o uso enganoso do discurso do Outro. Kipling foi genial nesse ponto. É claro que os protagonistas, ingleses, se vêem como civilização, contra os costumes bárbaros, bestiais dos locais... para então eles mesmo se verem transformados na Besta, no Outro. Há qualquer coisa de familiar nesse discurso, não?

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    Rudyard Kipling profile picture

    Rudyard Kipling

    Foi um dos escritores mais populares da Inglaterra, em prosa e poema, no final do século XIX e início do XX. O autor Henry James referiu: "Kipling me impressiona pessoalmente como o mais completo homem de gênio (o que difere de inteligência refinada) que eu jamais conheci." Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1907, tornando-se o primeiro autor de língua inglesa a receber esse prêmio e, até hoje, o mais jovem a recebê-lo. Entre outras distinções, foi sondado em diversas ocasiões para receber a Láurea de Poeta Britânico e um título de Cavalheiro, as quais rejeitou. Ainda assim, Kipling tornou-se conhecido (nas palavras de George Orwell) como um "profeta do imperialismo britânico". Muitos viam preconceito e militarismo em suas obras, e a controvérsia sobre esses temas em sua obra perdurou por muito tempo ainda no século XX. De acordo com o crítico Douglas Kerr: "Ele ainda é um autor que pode inspirar discordâncias apaixonadas e seu lugar na história da literatura e da cultura ainda está longe de ser definido. Mas à medida que a era dos impérios europeus retrocede, ele é reconhecido como um intérprete incomparável, ainda que controverso, de como o império era vivido. Isso, e um reconhecimento crescente de seus extraordinários talentos narrativos, faz dele uma força a ser respeitada". Seu poema "If" (Se) é símbolo dos Cadetes da Academia da Força Aérea.

    77 Livros
    68 Seguidores
    Maharashtra, Índia

    Rudyard Kipling