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    Aurélia -

    Gérard de Nerval

    Iluminuras
    1991
    128 páginas
    4h 16m
    ISBN-11: 8573210710_
    Português Brasileiro
    4.2
    25 avaliações
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    Favoritos4Desejados57Avaliaram25

    O desespero e o suicídio são o resultado de certas situações fatais para quem não tem fé na imortalidade, em suas penas e em suas alegrias. Alguns meses após registrar estas palavras no manuscrito da Aurélia, Gérard de Nerval enforca-se nas grades da janela de um asilo noturno, à rue Vieille-Lanterne, local onde depois foi construído o Teatro Sarah Bernhardt. Os biógrafos: Nerval teria se matado em estado de transe. Conta a lenda que o poeta se servira de uma jarreteira (antiga liga de meia), a mesma que dizia a seus amigos ter pertencido à Rainha de Sabá. No dia seguinte, seu médico comenta o fato: "Se o senhor Gérard de Nerval não se encontrava o tempo todo doente para ficar internado contra sua vontade numa casa de alienados, para mim, desde muito tempo, ele jamais esteve são de espírito". Ao que o amigo Houssaye acrescenta: "Ele via sua loucura face a face” Gérard, por sinal, era fascinado pelo “Duplo”, tema que incorporou lendo os escritores alemães: Jean-Paul, Hoffmann. Impressiona-se muito com "uma tradição bem conhecida na Alemanha segundo a qual cada homem tem um Duplo, e que, quando o vê, a morte está próxima". Estranha coincidência. Mas coincidências existem? O que terá visto Gérard aquela noite no beco sombrio de Vieille-Lanterne? Terá alucinado, visto "a verdade fatal sob uma máscara de loucura?" Aurélia pode ser lida como uma tentativa de reconstrução do Eu à luz da literatura mística e do sincretismo religioso. Ela também aprofunda o questionamento do homem em face de sua posição no universo. Mas por ser literatura, é muito mais que isso. Aurélia é o devaneio da poesia.

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    Ricardo de Almeida Rocha03/01/2017Resenhou um livro

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    Gérard Labrunie profile picture

    Gérard Labrunie

    Gérard de Nerval foi um poeta romântico, tradutor e contista francês do século XIX. Nascido Gérard Labrunie, assumiu o pseudônimo por acreditar descender do imperador romano Nerva. Foi um dos poetas malditos, fazendo parte do círculo boêmio que incluía Charles Baudelaire, Théophile Gautier e Alexndre Dumas. O grupo ficou famoso pela criação artística e por realizar experiências com drogas, sendo por essa razão alcunhado Club des Haschichins (Clube do Haxixe). A obra poética de Nerval é marcada por atmosfera simbolista, que em parte reflete seu fascínio pelos sonhos (que considerava como viagens para "outra vida"). Os seus sonetos influenciaram autores de diversas gerações, incluindo Marcel Proust, Antonin Artaud, André Breton e T. S. Eliot. Produziu também contos e traduções. Apesar do seu grande talento e sensibilidade, era mentalmente instável e foi internado em sanatório durante episódios psicóticos. Suicidou-se em 1855, após uma longa luta contra a esquizofrenia.

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    Gérard Labrunie