É claro que, como a maioria que leu o livro, quero matar o Alec. Mas antes de matá-lo, vamos ao que eu achei do livro.
A primeira coisa que eu preciso comentar é sobre a originalidade dessa história. Do tipo, Como ninguém nunca pensou nisso antes?. Bem, pelo menos eu nunca li/vi algo que soasse parecido com a proposta de A Guerra dos Criativos. Enquanto nós vemos várias e várias histórias sobre vampiros, lobisomens, e etc., etc., etc., lá está uma história que foge depende do ponto de vista dos temas mais publicados atualmente.
A segunda coisa que me chamou a atenção foi a narrativa simplista, reconfortante e bem estruturada do Alec. Ele não precisa de palavras e frases complexas para contar a história. Ele apenas... conta. A leitura flui rapidamente. Sei disse por que outro dia estava na parte 2 (Livro 2) e, DE REPENTE, acabei o livro. Pois é! *-*
Outra coisa que colaborou com a fluidez da história foi a abordagem. O 1º livro é algo mais introdutório e panz... Demorei um pouco ao lê-lo. Mas depois, geeeeeeeeente! Eram tantos acontecimentos, tantas reviravoltas, que as palavras simplesmente voaram e voaram... (e eu com certeza ganhei mais um número na miopia, é.) Tenho dificuldades com livros que possuem muita introdução, muita expectativa. Quase não acabei A Guerra dos Tronos por causa disso. D=
E, finalmente, os personagens. Acho que a grande sacada da história, além de todo embasamento filosófico e histórico, é como foi organizado os personagens na trama.
Uma vez eu li que uma das minhas autoras preferidas disse que os personagens dos livros dela não tinham ~nada~ de verossímil com ela. Eu creio que isso não seja verdade, porque a cada história sempre tem aquele resquício (mesmo que mínimo) que faz com que o autor se identifique com a sua criação. O mais possível é que ela tenha falado isso pra que as pessoas entendam que personagem x e y não se parecem com ela. A questão é que existe muitos escritores que não gostam de se sentir exposto em um livro, onde várias pessoas irão ler. E Alec, cara, você é um puta corajoso por isso.
Como o próprio Alec diz em A Guerra Dos Criativos, é bem provável que nós, leitores, iremos entender a história como algo fantástico, uma ideia para um livro... Mas, se for tudo verdade, geeeeeeeente! Merece palmas por se expor desse jeito. Eu nunca conseguiria fazer algo assim, até porque sou uma pessoa com muitos segredos (muhahahahahahaha). Sem falar que sou tímida. Mas lá estava o Alec, com as suas forças e as suas fraquezas. Acaba trazendo o leitor para mais próximo da história.
Além do personagem Alec Silva, temos outros que também são pedaços da realidade. As inspirações para a Capitã Marcélia e a Comandante Cíntia eu já sei (a propósito, SUAS DIVAS!