Sabe quando um nome assume um certo ar de grandeza? Pois é assim com o de Geraldo Vietri que, aos meus ouvidos, soa como Cecil B. DeMille ou outras figuras míticas hollywoodianas. Deve ter sido o primeiro nome de novelista que relacionei à profissão, ainda menino, bem menino. Devo ter visto algum capítulo de Antônio Maria, mas não guardo na memória. De Nino, O Italianinho, sim, ficaram cenas inteiras, personagens, situações. Essa novela era acompanhada e adorada por toda a minha família e eu, garoto de tudo, não fiquei imune ao estardalhaço que se refletia em capas de revistas e conversas, como se aqueles personagens existissem de verdade. Assim começa a introdução de Disciplina é Liberdade, o livro sobre Geraldo Vietri (1927 – 1996) que escrevi para a coleção Aplauso, da Imprensa Oficial. Foram alguns anos – com interrupções – para levantar a história do autor e diretor. Um dos homens mais importante na história na televisão brasileira e diretor de 13 filmes, infelizmente a carreira brilhante (de quase 40 anos) de Geraldo Vietri é praticamente desconhecida pelos mais jovens. No vídeo abaixo, ele fala dos primórdios das novelas. (texto do autor)
