ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU - Experiências socioambientais na igreja local

    Gínia César Bontempo

    Ultimato
    2011
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788577790500
    Português Brasileiro

    Uma igreja no lixão. Empreendedores cristãos praticam o evangelho de Jesus levando vida às pessoas e ao ambiente. Uma comunidade deixa o conforto de um bairro de classe média e se muda para um espaço no meio de um dos bairros populares da cidade. Em resposta aos desafios bíblicos sobre o cuidado da criação, uma igreja abraça o trabalho de reflorestamento de um parque. Assim na Terra como no Céu apresenta experiências concretas da ação socioambiental da igreja no Brasil. Com uma diversidade de estilos e contextos, as experiências e ações têm em comum os princípios e práticas da verdade divina — “como no céu” — e vêm das diferentes regiões do país. Uma leitura desafiadora, que pode levar à ação coletiva da igreja na implantação do reino do de Deus aqui na terra hoje.

    Resenhas (1)Ver mais
    A Leitora Fantástica picture
    A Leitora Fantástica21/04/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Assim na terra como no céu (Gínia Bontempo org.) - Sobre os cristãos e o meio ambiente

    Não faz muito tempo que terminei Jesus e a Terra onde James Jones apresenta qual a relação de Cristo com a sua criação e como Ele nos mostra como deve ser a relação do homem com a natureza. Como comentei lá no texto, assim que terminei já engajei nessa leitura aqui. Esse livro se propõe a trazer relatos da igreja brasileira sobre a experiência socioambiental, sendo que a publicação é capitaneada pela A Rocha Brasil que é uma organização cristã voltada à conservação ambiental. Tal como o Greenpeace (que para os não informados foi fundado por cristãos) eles existem em todo o mundo e trazem treinamentos para que as igrejas entendam a importância do tema e também criem e mantenham projetos socioambientais. São apresentados treze textos onde diversos autores apresentam suas experiências com o cuidado com a criação sempre em um contexto de coletividade - nada de experiências isoladas, tudo é desenvolvido em comunidade e para a comunidade. Não irei detalhar aqui cada um dos relatos, porém é interessante que cada experiência é única… Alguns casos vemos que a igreja serviu como catalisador para a mobilização com relação a questão ambiental, um empresário que trouxe mudança à comunidades carentes no norte do país, uma igreja que trouxe mudança à um lixão (o capítulo mais belo para mim). Também não há foco em uma região específica; quando se fala de meio ambiente, muitos pensam na natureza intocada, na Floresta Amazônica… aqui não. “A igreja no lixão” é um relato de Olinda, enquanto “Cuidado com a Criação” (sobre uma escola com pegada ambiental) é do Vale do Ribeira; há igrejas cuidando do meio ambiente na cidade e no campo, no cerrado e na floresta. Para mim foi uma leitura super inspiradora, porque sou profissional da área de meio ambiente e vejo uma carência no meio cristão de entendimento sobre nossa relação com a natureza, além de uma negligência em assumir o papel de agente transformador (sal e luz) com relação ao tema - muitos ainda enxergam como um ponto de conflito e não de confluência com a fé cristã. O livro acaba apresentando de forma prática como a igreja pode e deve envolver-se com essas questões, em vários contextos diferentes: existem ações com forte caráter político, como a experiência apresentada em “De Marabá para o mundo” onde um grupo cristão exerceu um papel político forte para garantir proteção a recursos hídricos; outros casos onde um empresário é usado por Deus, como em “Uma empresa e muitas comunidades” ou uma igreja que entendeu que Deus tinha novos desafios para ela em “O futuro está no passado”. Meu livro ficou com várias anotações e minha cabeça cheia de ideias… Fizemos um projetinho de meio ambiente na minha igreja local chamado Colmeia. A ideia era falar de meio ambiente à luz da Bíblia e trazer algumas propostas como a produção de alimentos na área do templo. Algumas coisas deram certo, outras não e atualmente ele está parado; mas confesso que esse livro foi uma centelha em meu coração. Considero que os sofrimentos do presente não se podem comparar com a glória que será revelada em nós. Pois a criação aguarda ansiosamente a revelação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à inutilidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação seja libertada do cativeiro da degeneração, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. (Romanos 8: 18-21 - A21)

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 7
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%