"'Coração de Areia', de Vital Corrêa de Araújo, em cujo título se conjugam o clássico órgão do sentimento e a ideia do barro (areia) como constituição do homem, parece um sinal de oposição à onda científica e tecnicista dominante, como a única esperança sobrevivente aos homens ocos de sua verdadeira substância: mais do que a racionalidade, a sua própria capacidade de resistir ao tempo e de sobrepor-se à finitude, em seu pulsar agônico para o eterno: 'Desafinado coração/imperfeito veículo dos meus dias'. (...)"
