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    Tremendas Trivialidades -

    G. K. Chesterton

    Aletheia
    2010
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9789896222567
    Português
    4
    2 avaliações
    Leram4Lendo3Querem8Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados8Avaliaram2

    «Estes rascunhos momentâneos são todos republicados com a amável permissão do editor do The Daily News, jornal no qual deram à estampa em primeiro lugar. Não representam mais do que uma espécie de diário esporádico – um diário que relata um dia em cada vinte, que calhou de fincar-se na imaginação –, o único tipo de diário que o autor alguma vez conseguiu conservar. (…) Mas por mais triviais que sejam os seus temas, não deixam de ter um fio de intenção que os liga. Quando, com alívio profundo, os olhos do leitor se apartam destas páginas, irão provavelmente repousar nalguma coisa: num dos varões que sustêm as cortinas, ou num poste de iluminação; no estore de uma janela, ou numa parede. A probabilidade é a de o leitor olhar para uma coisa que nunca viu; isto é, uma coisa sobre a qual nunca reflectiu profundamente. Mas não conseguiria escrever um ensaio sobre esse poste ou parede: não sabe o que o poste ou a parede significam. (…) Nenhum de nós reflecte suficientemente nestas coisas em que pousa o olhar. Mas não deixemos os olhos descansar. Porque têm os olhos de ser tão preguiçosos? Exercitemo-los até aprenderem a ver os factos surpreendentes que cruzam a paisagem – por exemplo, algo tão simples como uma vedação pintada. Sejamos os atletas oculares! Aprendamos a escrever ensaios sobre um gato vadio, ou sobre uma nuvem iridescente! Foi uma coisa dessas que eu tentei fazer nas páginas que se seguem; mas qualquer outra pessoa poderá fazer melhor; se tentar.»

    Resenhas (1)Ver mais
    Codinome Alberto picture
    Codinome Alberto17/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Falarei apenas sobre uma crônica: "Tremendas trivialidades"

    Esse é mais um caso em que me utilizo de uma outra edição de uma obra para falar de algo intrínseco a ela. Aqui, no caso, é sobre a crônica "Tremendas trivialidade", de G.K. Chesterton, que está dentro do livro de mesmo nome (e mesmo autor). Admiro um escritor que consegue me marcar com um conto, algo que aconteceu recentemente quando li o primeiro conto, chamado "Robbie", da obra "Eu, robô", de Isaac Asimov. Admiro ainda mais quando um escritor faz isso se utilizando de uma crônica, pois considero essa proeza mais difícil devido à limitação de palavras que você tem. Vale dizer que esse é um tipo de gênero que tenho pouca experiência: li apenas as crônicas do livro "Ai de ti, Copacabana", do brasileiro Rubem Braga. Mas Chesterton me deixou mais impactado não pela história em si - o que em um primeiro momento, não parece nada com algo que é contado em um crônica (por exemplo, daquelas escritas por Rubem Braga), pois o autor se utiliza de uma estrutura fantástica e de contos de fadas - e sim pela explicação que ele tira da história, ou seja, uma espécie de moral da história. Essa explicação final é basicamente a definição de qual o objetivo de um crônica, nas palavras do site "Educa Mais Brasil": "é um tipo de texto que aborda acontecimentos do dia a dia de uma forma diferenciada." Ou seja, foi brilhantemente metalinguístico: definiu a crônica. Essa foi uma leitura que fiz dela, no entanto, como todo grande autor, essa pequeníssima obra (pequena apenas em tamanho, pois a natureza das crônicas é serem pequenas) fornece uma outra camada (e que parece ser a principal, caminhei mais para o gênero, pois sempre me prendo às ideias de gênero literário) que é a da humildade que devemos ter em relação às pequenas coisas do dia a dia. Chesterton até se contrapõe ao escritor Rudyard Kipling, que aparentemente não é nada bobo, pois tem um nobel de literatura no currículo, mas que parece engrandecer aventuras e coisas grandiosas de outros países e lugares pelo mundo. Já Chesterton, defende algo bem mais próximo e as maravilhas que podem ser encontradas, nas suas palavras: "O mundo nunca sofrerá com a falta de maravilhas, mas apenas com a falta da capacidade de se maravilhar." A própria lupa, que é capa de uma outra edição sem ser essa da foto, parece simbolizar essa proximidade da maneira mais evidente possível. Espero encontrar mais maravilhas lendo as outras 38 crônicas restantes!

    3 curtidas

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    Gilbert Keith Chesterton

    Ensaísta, romancista, contista, teólogo, dramaturgo, jornalista, palestrante, biógrafo e crítico de arte e de política, é considerado um dos escritores mais influentes do século XX, muitas vezes referido como o "príncipe do paradoxo".

    163 Livros
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    Londres, Inglaterra

    Gilbert Keith Chesterton