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    Panorama do Fascismo / O Homem e o cavalo / A Morta - Obras Completas

    Oswald de Andrade

    Editora Globo
    2000
    259 páginas
    8h 38m
    ISBN-9: 852503973
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    Favoritos0Desejados19Avaliaram2
    Resenhas (1)Ver mais
    Natália Garcia picture
    Natália Garcia30/04/2021Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Uma senhora edição das obras de Oswald.

    Confesso que não tenho hábito e nem preferência em ler peças teatrais, porém essa me esforcei por causa do autor e do tema: os três textos são extremamente políticos (ainda mais se paramos para analisar o contexto histórico da época nacional e internacionalmente. A linguagem contém muitas metáforas, há personagens alegóricos e as descrições das cenas nos ajudam a "compor" os cenários na nossa imaginação. Achei muito curioso no final de "A morta e O Rei da Vela" os próprios personagens irem para a plateia "assistir" o que estava se passando entre dois outros personagens, como se fosse uma quebra da quarta parede no teatro. Sobre o livro, além das peças tem 4 textos- comentários sobre as obras. Me atentando as análises de Sábato Magaldi e Carlos Gardin, elas apresentam as obras e fazem breves comentários sobre cada cena/parte da obra. Devo ressaltar que enquanto a segunda é apenas uma apresentação e análise do texto, a primeira contém opiniões do autor sobre a obra de Oswald, chegando a criticar algumas partes (não entendi a necessidade ou a ousadia da pessoa em fazer isso, mas enfim, só relevei). Ademais, no fim tem das referências e uma cronologia da vida do autor, o que eu recomendo ler antes, para ajudar no compreendimento das mensagens passadas na obra. Por fim, a leitura é rápida e não é ao mesmo tempo kk, já que por mais que tenha poucas palavras nas páginas, tem muitos diálogos e situações que exigem reflexão, denominador comum nas obras do Oswald.

    1 curtida

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    4.5 / 2
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    José Oswald de Sousa Andrade Nogueira  profile picture

    José Oswald de Sousa Andrade Nogueira

    Articulador e ativo participante do modernismo lançado em 1922, Oswald de Andrade foi o escritor mais rebelde de todo o movimento e o que mais tendeu, em sua prática, à formulação de utopias. Assumindo posturas radicais de esquerda, quis revolucionar não só a arte, mas também os costumes, as instituições e a vida social como um todo. De família rica, José Oswald de Sousa Andrade nasceu em São Paulo SP em 11 de janeiro de 1890. Iniciando-se no jornalismo em 1909, como crítico teatral, em 1912 viajou pela primeira vez à Europa, de onde voltou com uma estudante francesa, Kamiá, a primeira de suas várias mulheres, e novidades de vanguarda como o "Manifesto futurista" de Marinetti. Bacharel em direito (1918), tornou-se amigo de Mário de Andrade, a quem lançou pelo Jornal do Comércio através do artigo "O meu poeta futurista". Em 1923, passou nova temporada na Europa, vivendo com a pintora Tarsila do Amaral, com quem mais tarde formalizaria o casamento. Lá conheceu importantes renovadores das linguagens artísticas, como Picasso, Blaise Cendrars, Erik Satie, Léger, Cocteau e Brancusi. Em 1924, publicou Memórias Sentimentais de João Miramar, um de seus livros mais conhecidos, e o "Manifesto da poesia pau-brasil", de ampla repercussão. Em Paris publicou Poesia pau-brasil (1925). Após viajar pelo Oriente Médio, retomou em São Paulo a atividade jornalística e lançou A estrela de absinto (1927; um dos romances da Trilogia do exílio). Colaborador assíduo dos principais veículos da pregação modernista, como as revistas Klaxon e Verde, fundou em 1928, com Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado, a Revista de Antropofagia, que já em seu número inicial divulgou um dos textos mais polêmicos de Oswald, o "Manifesto antropófago". Dissidente, a essa altura, do grupo mais ligado a Mário de Andrade, lançou nesse texto, "contra todos os importadores de consciência enlatada", um de seus lemas de maior futuro: "Tupy or not tupy, that is the question." Em 1931, ingressou no Partido Comunista Brasileiro e começou a escrever sobre política. Separado de Tarsila e vivendo com Patrícia Galvão (Pagu), precursora do feminismo, fundou com ela O homem do povo, periódico de curta duração que pregava a luta operária. Casou-se outras duas vezes, candidatou-se em vão à Academia Brasileira de Letras e publicou intensamente: Serafim Ponte Grande (1933), O homem e o cavalo (1934), A escada vermelha (1934), A morta (1937), O rei da vela (1937), Marco Zero: a revolução melancólica (1943). Sempre rebelde e contestado por seus contemporâneos, Oswald de Andrade morreu em São Paulo em 22 de outubro de 1954, ano da publicação de suas memórias, Um homem sem profissão, sob as ordens de mamãe. Cerca de dez anos depois, sua obra nada canônica começou a ser revalorizada pelos intelectuais concretistas e pelos movimentos de poesia jovem

    56 Livros
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    São Paulo, Brasil

    José Oswald de Sousa Andrade Nogueira