Durante a disciplina de Filosofia da Linguagem, meu professor fez a indicação deste livro. Na época, eu gostaria de ler uma breve introdução do universo da Hermenêutica. Meses depois terminei de ler o livro e a sensação que tive foi que presenciei o nascimento da arte (e porque não da ciência do espírito?) da interpretação. Schleiermacher descreve em três artigos a necessidade de se compreender e interpretar textos do mundo grego e das escrituras sagradas não somente a partir de técnicas pré-estabelecidas, mas sim com um método que identifique o "espírito" da produção textual. Os métodos divinatório e comparativo são utilizados para entendermos o surgimento do falar/pensar e simultaneamente a compreensão da escrita (ou da fala) do indivíduo tento como referência o próprio pensamento. A relação entre o particular e o universal centraliza a questão entre a escrita individual e seu contexto histórico, tanto "espiritual" quanto gramatical. A última parte do livro descreve várias regras de interpretação de texto. Não o indicaria como texto introdutório sobre Hermenêutica, mas é a principal referência sobre a origem desta área de conhecimento.