Hoje em dia, somente as pessoas mais idosas, quando falamos do que significa a Terra imediatamente associam o pensamento a globos e mapas. Os jovens consideram-na um corpo celeste, um elemento astronômico, igual a milhares de outros que circulam no espaço. Na verdade, somente nos meados do século XX é que o homem chegou ao ponto culminante da história dos conhecimentos sobre o planeta que habitamos. Três fases distintas podem ser citadas como históricas na evolução do conhecimento humano a respeito da misteriosa e ao mesmo tempo habitada Terra. Partindo da teoria do disco plano, que apareceu e vingou até o século XVI, chegamos à concepção da esfera, provada pelas viagens de circunavegação, eclipses, etc. até alcançarmos a época atual, a Era do Espaço. Nos anais da ciência e da investigação, registram-se todas as concepções sobre a forma da Terra: o disco gigantesco, dos povos antigos; a teoria egocêntrica, dos chineses, indianos, maias e gregos (com Aristóteles acreditando na forma esferóide); a forma esférica, do século XVI, com a publicação do livro de Copérnico, De Revolutionibus. Com o decorrer dos séculos, o homem começou a perceber que não era lógico que fosse o único ser vivo no universo, assim como já estava sobejamente convencido não ser a Terra o centro desse mesmo universo.
Estrelas, Homens e Átomos -
Heinz Haber
Fundo de Cultura
1966
195 páginas
6h 30m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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