Ecce Homo - como alguém se torna o que é

    Friedrich Nietzsche

    Max Limonad Ltda.
    1985
    183 páginas
    6h 6m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Em outubro de 1888, ao completar 44 anos de idade, Friedrich Nietzsche decidiu fazer um balanço de sua vida. Escreveu então "Ecce Homo", um dos mais belos livros da língua alemã, o livro mais singular jamais escrito por um filósofo. "Ecce Homo" não é uma simples autobiografia. Nele não se encontra uma narrativa dos acontecimentos da sua vida; é sobretudo confissão e interpretação; uma síntese inestimável de sua obra e de seus conflitos. Um grande pensador, dos mais influentes de nossa época, fala apaixonadamente de suas influências, de sua paixão, de como surgiram suas obras, de seu modo de vida, de seus objetivos — e faz, assim uma original, desconcertante introdução a si mesmo. Considerando que Nietzsche o escreveu apenas algumas semanas antes de sofrer a perda completa da razão, "Ecce Homo" é também sua última palavra, como filósofo, psicólogo e "Anti-Cristo".

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    SUELI ADUAN24/10/2009Resenhou um livro
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    Determinante na minha formação

    Quando li pela primeira vez esse livro, era muito jovem, e penso que muito não foi assimilado. É uma obra muito complexa, mas relendo outras vezes, posso dizer que foi determinante na minha formação. Ecce Homo, obra autobiográfica, onde o autor mostra a possibilidade, da “libertação de formas de pensar”, e que só nessa condição vale a pena pensar e viver. Diz Nietzsche: “Ninguém vive por nós a nossa própria vida, ninguém pode pensar por nós e para nós”. “Sê tu próprio”. Também nesse livro faz fortes críticas aos intelectuais alemães, devido ao comportamento que chamou de “rebanho” do fazer humano. Revitalizar as energias do homem e os estados de humanização é o vôo de Nietzsche, nesse livro, e claro, em outros. Foi um precursor da pós-modernidade.

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