Cat Patrick tinha uma ideia e tanto em mãos. Quem no mundo nunca pensou em enganar a morte? Partindo desse princípio, "Revived" traz uma história em que não só pensaram nisso como formularam uma droga capaz de trazer os mortos de volta à vida, e Daisy Aplebee faz parte de um grupo de 21 crianças escolhidas para serem "cobaias" de teste do dito remédio.
A sinopse me encantou de tal jeito que fui até os cafundós da internet conseguir o e-book. E, acredite em mim, fiquei totalmente decepcionada com o que li.
Cat não soube aproveitar a brilhante ideia que surgiu em sua mente. O tempo todo de leitura foi gasto tentando me conectar às personagens, tentando imaginar se eu faria as mesmas escolhas que foram feitas no decorrer das páginas. Mais do que isso, fiquei esperando um clímax que não veio em nenhum momento. Esperava que a droga funcionasse em Audrey, mesmo tudo indicando que ela não funcionava em pessoas com câncer porque, sinceramente, POR QUE NÃO? Isso sim ia ser uma reviravolta! Esperava a grande hora em que Daisy ia se meter em sérios problemas e conseguir escapar de modo épico, revelando a verdade para todo o mundo. Mas, no entanto, esperei, esperei e nada veio a não ser um diálogo insosso pelo celular, algumas abelhas e uma salvação que foi rápida demais, fácil demais. Não houve grandes peripécias, não houve uma luta real para combater o "mal" que era, ironicamente, "Deus".
Um livro com uma ideia genial como essa merecia um trabalho mais minucioso, uma trama mais desenvolvida, personagens fortes, algo que fosse tão grande e épico quanto sua sinopse me pareceu ser.
[2/5]