Três pequenas histórias que se entrelaçam, tendo como fio condutor as reminiscências e reflexões de Pema, a protagonista. Em Abraão e eu, as lembranças da infância, os cenários e a dor da perda aproximam o leitor do enredo. No segundo conto, Pema, apresentam-se projeções imaginárias através do olhar fantástico de um menino. Em Tinha uma coisa aqui, a mudança do tempo, os dramas e os detalhes mostram a perspectiva da filha do personagem, com palavras e colorido intenso. É com habilidade de uma escritora veterana, com pleno domínio da técnica narrativa, e com a originalidade de uma ficcionista que sabe temperar sua prosa com um viés poético, que Ieda Magri estreia na literatura.
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Ieda Magri
Ieda Magri nasceu em Águas Frias (SC) e vive no Rio de Janeiro. É autora dos romances Uma exposição (Relicário, 2021), Ninguém (7Letras, 2016), Olhos de bicho (Rocco, 2013, bolsa Funarte de Criação Literária em 2010 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2014), Tinha uma coisa aqui (7Letras, 2007) e do ensaio O nervo exposto: João Antônio, experiência e literatura (Lume, 2013). É doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professora de Teoria da Literatura nos programas de graduação e de pós-graduação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
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Santa Catarina, Brasil
