A comunicação tornou-se medida do espaço público na sociedade contemporânea. Nenhuma consideração sobre o mundo do século XXI despreza o papel da mídia na construção das identidades, dos ambientes sociais e políticos, da própria percepção humana. Sem dúvida, a influência das grandes corporações da comunicação é fundamental nesta configuração, e não faltam estudos excelentes sobre o assunto. Mas talvez sintamos falta de linhas de pesquisa que procurem o mais representativo articulador desse espaço público: o jornalista. “O jornalismo é um humanismo – as representações sociais dos estudantes de comunicação” é uma tentativa de olhar os sujeitos antes mesmo da estrutura – considerando, sem dúvida, toda a determinação social indissociável desse tipo de análise. O trabalho procura um elo ainda mais remoto: as representações sociais das pessoas que desejam ser jornalistas. Pelo caminho, a pesquisa procura entender o papel da universidade e revê a própria aplicação do método qualitativo nas Ciências Sociais. Além do trocadilho à famosa conferência de Sartre, o título aponta para uma das conclusões mais saborosas das páginas que seguem: ao procurar o curso de jornalismo, o estudante está longe do cinismo produtivista que domina boa parte das escolas de comunicação brasileiras. Mostra que, pelo menos antes da universidade, o futuro jornalista ainda quer, ingênua e preciosamente, “mudar o mundo para melhor”.
O Jornalismo é um Humanismo - Representações sociais de estudantes de comunicação
Victor Folquening
Pós-Escrito
2002
167 páginas
5h 34m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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