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    Cuentos para la Humanidad Joven -

    Augusto Roa Bastos

    Editorial Servilibro
    2006
    119 páginas
    3h 58m
    ISBN-1: 0
    Espanhol
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    Entre los papeles, notas y escritos que dejó don Augusto Roa Bastos que encontraron sus hijos al ordenar los archivos, apareció esta nómina de cuentos para los jóvenes que él mismo tituló: "CUENTOS PARA LA HUMANIDAD JOVEN". Para quienes lo conocimos de cerca no resulta nada extraño saber que don Augusto sabía que la lectura es capaz de elevar al ser humano por encima de sí mismo en el goce estético y al mismo tiempo ser el camino de oro para adquirir conocimientos sólidos. Ya en el bellísimo prefacio de la colección "FESTILIBRO" (Biblioteca Infanto-Juvenil que dirigió con orgullo para nuestro sello editorial) nos decía: "Si mi madre, Lucía Bastos, a quien estoy agradeciendo en esta página, no hubiese llevado una colección de libros a Iturbe, tal vez mi infancia hubiera sido distinta. Este pequeño pero inmenso gesto de mi madre me presentó los mejores amigos que tuve a lo largo y a lo ancho de mi vida: los libros. Lucía Bastos se llevó a Shakespeare, a los clásicos del Siglo de Oro, a Homero y a una constelación de poetas que me abrieron otro mundo más allá de las siestas incendiadas de Iturbe, reflejos de un espejismo que no termina de reverberar para dar forma a las cosas, como los personajes de aquellos libros inmortales. Con los libros recibí una herencia inmemorial y allá en la distancia, rodeado de la naturaleza salvaje del paisaje, pude intuir la marcha de la historia, las grandezas y miserias del ser humano, las maravillas de otros mundos". En este verdadero testamento para la juventud, el escritor reveló una vez más su capacidad de comprender las necesidades más profundas de nuestro país.

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    Augusto Antonio Roa Bastos profile picture

    Augusto Antonio Roa Bastos

    Augusto Roa Bastos (13 de junho de 1917, Asunción - 26 de abril de 2005, id.). Escritor, jornalista, dramaturgo, poeta e roteirista paraguaio, conhecido nas áreas do ensaio, do guionismos e do romance. São-lhes concedidas diversos reconhecimentos públicos pelo mérito, originalidade e qualidade da sua obra, entre os quais o "Concours International de Romans Losada" (1959), o "Prix du Memorial de America Latina" (1988) e é distinguido com o Prêmio Miguel de Cervantes em 1989. Está traduzido em cerca de 25 línguas. "Eu, O Supremo" (Yo el Supremo /1974) converteu-se numa das novelas emblemáticas sobre a figura do 'dictador perpetuo de la República de Paraguay', José Gaspar Rodríguez de Francia, «El Supremo», que governou o país com mão de ferro durante 25 anos desde o primeiro ano de sua independência, em 1811. Para o público, o retrato de Rodríguez de Francia era tacitamente o do ditador Alfredo Stroessner, e por isso o romance esteve proibido durante muitos anos no Paraguai. Nascido em 1917 em Assunção, Roa Bastos passou a infância num engenho de açúcar de Iturbe, no Guairá, onde seu pai trabalhava. A mãe o iniciou nas letras através das leituras em castelhano da Bíblia e de William Shakespeare, e na arte da narração através de lendas indígenas contadas em guarani. A Guerra do Chaco entre Paraguai e Bolívia (1932-35) --da qual participou como assistente de enfermaria-- foi uma das experiências que o marcariam para sempre, pela brutalidade das lutas. Ao finalizar o conflito, ingressou no jornal "El País" de Assunção, do qual chegou a ser chefe de redação e correspondente em Londres depois da Segunda Guerra Mundial. A seqüência de golpes e ditaduras que viveu seu país o obrigaram, em 1947, a se exilar em Buenos Aires, onde trabalhou como empregado de uma seguradora. Outro golpe, o dos militares argentinos, obrigou-o, em 1976, a fazer novamente as malas para instalar-se em Toulouse (França), onde começou a ensinar literatura e guarani na Universidade Le Mirail. Depois de uma breve viagem a seu país em 1982, a ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989) privou-o da cidadania paraguaia. Por esse motivo não pôde regressar à sua terra até a queda do ditador. Roa Bastos também se destacou como roteirista e autor em sua passagem pelo cinema na Argentina. Foi o roteirista do filme com Isabel Sarli "El Trueno entre las Hojas" e "Castigo al Traidor". Sua crítica à opressão e à fidelidade ao ideal de um compromisso social nunca o levaram a optar por um partido político, exceto durante uma curta passagem pelo Partido Encontro Nacional (PEN, social-democrata) durante a transição política paraguaia pós-Stroessner.

    13 Livros
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    Distrito capital, Paraguay

    Augusto Antonio Roa Bastos